Maioria acha que inflação e desemprego não vão cair, diz Datafolha

Pessimismo sobre emprego e preços vinha diminuindo desde o ano passado

Avaliando mal a situação econômica do país nos últimos meses, a maioria dos brasileiros acha que o desemprego e a inflação não vão cair no futuro próximo.

A conclusão é de pesquisa Datafolha finalizada na quinta-feira (7).

A expectativa para o futuro vinha melhorando desde novembro do ano passado, uma tendência interrompida neste mês na esteira da paralisação dos caminhoneiros.

Ao avaliar a situação econômica do país como um todo, 38% acredita que deve ficar como está e 32% pensam que vai piorar —o último grupo era menor em abril, com 26% dos entrevistados. No fim de 2016, a expectativa de piora era a resposta dada por 41%, auge do pessimismo no governo Temer.

De abril para junho, também permaneceu estável a parcela que acha que a inflação deve permanecer igual ou melhorar. A margem do erro é de dois pontos percentuais.

A inflação de maio mostra que, apesar de o índice ter subido nos últimos dois meses, ainda está em 2,86% no acumulado dos últimos doze meses, abaixo do desejado —a meta para 2018 é de 3% a 6%, sendo que o centro da meta é 4,5%.

Em 2017, o IPCA foi de 2,97% e ficou abaixo do piso da meta pela primeira vez na história, o que gerou a necessidade de justificativa pelo Banco Central. Em carta ao Ministério da Fazenda, o BC disse que a meta não foi cumprida por causa da queda dos preços dos alimentos.

A expectativa de que o desemprego vá aumentar, de 46% dos entrevistados, também permaneceu estável neste mês em comparação com abril. Em dezembro de 2016, 67% acreditavam que a situação ia piorar.

Entre os demais, 28% preveem que o desemprego vai permanecer igual e 22% preveem que vai cair. Assim como a expectativa de inflação, a de desemprego permaneceu estável em junho em relação a abril.

No país, o índice está em alta. No trimestre encerrado em abril deste ano, o desemprego voltou a crescer e chegou a 12,9%, atingindo 13,4 milhões de brasileiros, informou o IBGE em 29 de maio.

 

FONTE: Folha de S. Paulo