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Negociações na GM de São José dos Campos terminam

A GM (General Motors) e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos chegaram ontem a acordo nas negociações, com a aprovação em assembleia da pauta com dez itens que flexibilizam direitos e benefícios dos trabalhadores. A maioria das mudanças já está contemplada em acordo coletivo vigente desde 2017 entre os trabalhadores de São Caetano, a exemplo da redução do piso para novos contratos para R$ 1.700, e o congelamento do reajuste salarial no primeiro ano.

De acordo com o sindicato, com a aprovação, o montante a ser investido na planta do Interior será de R$ 5 bilhões, metade do aporte anunciado pela montadora como investimento adicional no último fim de semana. Questionada, a empresa não confirmou o valor.

A entidade de São José afirmou que as cláusulas continuam flexibilizando direitos. “O sindicato é contra qualquer medida que penalize os trabalhadores, mas respeitamos a decisão da assembleia, que é soberana”, disse o vice-presidente Renato Almeida.

Após a confirmação da GM sobre as negociações de Gravataí, no Rio Grande do Sul – onde foi mantido acordo coletivo até 2020 – e de São José, a única que ainda segue em aberto é a de São Caetano. De acordo com o presidente da entidade representativa dos trabalhadores, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, com a aprovação da pauta da planta do Interior, a expectativa é a de que em breve seja feito o anúncio de investimentos para São Caetano. “São José aprovou praticamente a mesma pauta que o nosso acordo contempla até 2020. Se eles autorizaram o sindicato de lá a levar a proposta para assembleia, em breve eles devem anunciar algo para a planta de São Caetano”, disse.

Os trabalhadores da unidade da região aprovaram em assembleia que o acordo coletivo, assinado em 2017 – e que garantiu investimentos de R$ 1,2 bilhão para a fábrica –, fosse mantido até 2020, conforme acordado. Com isso, os operários rejeitaram negociar pauta solicitada pela empresa com 22 itens de flexibilização.

Dentre os pontos que foram aprovados por 4.000 profissionais de São José dos Campos (são cerca de 5.000 em toda a planta) ontem estão o congelamento do reajuste salarial neste ano (mediante abono salarial de R$ 2.500) e 60% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2020; a redução gradativa do adicional noturno até o mínimo previsto em lei (20%), piso salarial de R$ 1.700 e renovação da jornada de 12×36, entre outros. Todos estes estão incluídos no acordo vigente de São Caetano.

Uma das cláusulas que são diferentes das de São Caetano é a que se refere à PLR (Participação de Lucros e Resultados), que vai pagar R$ 7.500 neste ano e R$ 12.694 acrescidos do INPC em 2020 em São José. Na região, a previsão é a de que os 8.300 funcionários recebam o valor estimado de R$ 12 mil neste ano.

Sobre São José, a GM afirmou que as negociações “foram encerradas com sucesso” e que este é mais um passo para a concretização do plano de viabilidade da empresa. “As tratativas com os fornecedores, governo e outros interessados continuam de forma diligente”, afirmou, em nota.

Questionada sobre a situação da planta da região, a montadora não comentou. A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado afirmou que não tinha novidades sobre as conversas com a montadora.

FONTE: Diário do Grande ABC
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