Entenda o que são as superbactérias e porque elas se tornaram um problema mundial

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As bactérias já são um problema, agora, imagina o tamanho disso quando elas se tornam superbactérias. Atualmente, infecções bacterianas matam 700 mil pessoas, todos os anos, no mundo inteiro. Isso é decorrência de uma evolução das bactérias que tem se mostrado, cada vez mais resistente aos tratamentos disponíveis. Tanto que até os antibióticos mais novos não fazem mais efeito contra elas, e aí que elas se tornam cada vez mais fortes.

E a tendência futura não é das melhores. Isso porque esse cenário pode ficar ainda pior se medidas urgentes não forem tomadas o quanto antes. E estamos falando de um problema a nível global. Estima-se que as chamadas superbactérias poderão causar 10 milhões de mortes por ano a partir de 2050. Esses dados são do Review on Antimicrobial Resistance, a partir de uma revisão de estudos encomendada pelo governo britânico. E o problema já foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pretende incentivar novas pesquisas e o desenvolvimento de novos antibióticos para combater essas bactérias. Eles divulgaram até uma lista, com as superbactérias que mais ameaçam a nossa saúde.

E a tendência futura não é das melhores. Isso porque esse cenário pode ficar ainda pior se medidas urgentes não forem tomadas o quanto antes. E estamos falando de um problema a nível global. Estima-se que as chamadas superbactérias poderão causar 10 milhões de mortes por ano a partir de 2050. Esses dados são do Review on Antimicrobial Resistance, a partir de uma revisão de estudos encomendada pelo governo britânico. E o problema já foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pretende incentivar novas pesquisas e o desenvolvimento de novos antibióticos para combater essas bactérias. Eles divulgaram até uma lista, com as superbactérias que mais ameaçam a nossa saúde.

A raiz do problema

Um dos principais fatores que contribuem para a existência de superbactérias é o uso desordenado de antibióticos. Para se ter uma noção da dimensão do problema, um estudo do Reino Unido, feito com 6,8 mil crianças hospitalizadas em 41 países, mostrou que cerca de 33% delas estavam recebendo antibióticos sem necessidade.

E no Brasil o problema é realmente crítico. Um relatório recente publicado pela OMS mostrou que entre 65 países pesquisados, o Brasil é o 17ª que mais faz o uso desses remédios. Por aqui, o consumo fica em 22 doses diárias definidas a cada mil habitantes. Em contrapartida, no Canadá, são 17 e no Japão apenas 14.

Mas apesar disso, o Brasil lançou no final de 2018 o seu Plano de Resistência aos Antibióticos. Esse é um compromisso assumido junto com a OMS para ajudar os países a lidarem com esse problema. Uma das ações desse plano é o financiamento de pesquisas inovadoras sobre o assunto.

As superbactérias

Entre as populações de bactérias, cada uma tem as suas características, sendo umas mais fortes do que as outras. Ou seja, quando usamos antibióticos, o efeito pode não ocorrer sobre todas elas. Obviamente, as mais fores poderão resistir ao remédio. E caso não morram, elas se proliferam e causam novas infecções, essas que serão mais difíceis de se combater.

Confira a seguir, algumas da superbactérias mais preocupantes:

Acinetobacter baumannii: essas bactérias podem sobreviver em superfícies secas por até um mês. Elas costumam infectar pacientes hospitalizados, acometendo o trato respiratório. E o índice de mortalidade dos infectados por essa bactéria é muito alto, podendo variar, entre 19% a 54%.

Pseudomonas aeruginosa: diferentemente da bactéria anterior, a aeruginosa prefere lugares úmidos. Elas costumam ser encontradas em pias, soluções antissépticas e receptáculos de urina, geralmente,em hospitais. A infecção pode acontecer em vários locais do corpo, como a pele, os ossos, os olhos, o trato urinário e os pulmões.

Enterobacteriaceae: aqui estamos, falando de uma grande família de bactérias, que inclui espécies resistentes a antibióticos como a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Ela é responsável por causar diferentes tipos de problema, como por exemplo, pneumonia, infecções na corrente sanguínea e meningite.

FONTE: Fatos desconhecidos

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