
Diante da crise hídrica que afeta a região, o Jornal de Piracicaba foi até um trecho do rio Corumbataí — responsável por 90% do abastecimento da cidade — para conferir a situação atual que o manancial se encontra e constatou que o nível do rio está dentro da média esperada para o mês.
Há meses, a vazão do Corumbataí se mantém em torno de 4 metros cúbicos de água por segundo.
De acordo com a Sala de Situação PCJ, a vazão média esperada para outubro é de 5,14 metros cúbicos de água por segundo e o nível médio é 1,33 metro.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) capta 1,7 metros cúbicos de água por segundo do rio Corumbataí por dia e mais 0,4 metros cúbicos de água por segundo do rio Piracicaba.
De acordo com o presidente do Semae, Vlamir Schiavuzzo, Piracicaba não corre o risco de sofrer com racionamento porque o nível do Corumbataí é considerado estável e, além disso, poucas cidades fazem captação de água do manancial, diferente do que ocorre com o rio Piracicaba, que tem grande parte de sua vazão transferida para o Sistema Cantareira.
O JP entrou em contato com o DAAE (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Claro, cidade que também é abastecida pelo rio Corumbataí, e a assessoria de imprensa da autarquia informou por meio de nota que o município não enfrenta problemas de racionamento ou restrições para o uso consciente da água e, até o momento, nenhuma medida emergencial foi necessária.
“Com as chuvas que caíram no mês de setembro, os níveis dos rios estavam restabelecidos. Porém, nas últimas semanas, o município enfrenta temperaturas elevadas, associada à baixa umidade relativa do ar, em fenômeno é conhecido como ‘veranico’. Com este fenômeno, típico de primavera, os níveis dos rios voltaram a baixar, mas a redução não provocou nenhum problema no sistema de captação do município”, diz trecho da nota enviada pelo DAAE.
O metalúrgico Célio Borges, 43, mora às margens do rio Corumbataí há seis anos e disse que entre julho e novembro o nível do rio fica mais baixo, mas com a volta das chuvas no final do ano o nível deve voltar a subir.
“Como moro aqui perto estou sempre observando o rio. Por enquanto ele está como mesmo nível desde o começo do ano, mas se não começar a chover logo acredito que ele vai começar a baixar”, disse.
FONTE: Jornal de Piracicaba















