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A falta d‘água que vem ocorrendo nos últimos dias está mudando a rotina dos moradores em alguns bairros de Piracicaba.

Na região do Algodoal, com o forte calor da última semana, eles denunciaram que o bairro fica sem água na maior parte do dia e que no sábado o problema é mais grave, com o abastecimento se normalizando somente no fim da noite.

Do outro lado da cidade, no bairro Nova Pompéia, o problema se repete.

Apesar da prefeitura descartar a hipótese de racionamento, problemas de desabastecimento são relatados diariamente ao JP através do telefone e redes sociais.

Com baldes d’água e um tambor plástico enfileirados sob a calha da garagem, a dona de casa Joana Rodrigues, moradora da rua Dona Adelina Tarsia, no Algodoal, diz que aproveitou o pouco de chuva que caiu no fim da tarde de domingo (19/10), para garantir um estoque de água.

“É uma mudança de comportamento que a gente vai aprendendo com a necessidade. Eu vejo muitas pessoas desperdiçando água neste calor e fico me perguntando porque não fazer diferente. Por isso coloquei os baldes e o tambor. Com essa água eu lavo o quintal, banheiros, e até algumas roupas. Se cada um fizer a sua parte, a gente consegue minimizar as consequências.”

Em outro ponto do bairro, a boleira Elisabete Barbosa (foto), moradora da rua Pompilho Rafael Flores, também reclamou do desabastecimento durante o dia.

“Meu trabalho exige o uso de água, mas só a semana passada faltou água durante três dias. Acaba no meio da manhã e só retorna depois das 22h. Eu vejo o Semae descartando o racionamento, mas aqui no bairro está cada vez pior. Não sei o que está acontecendo”, relatou.

O mesmo acontece na vizinhança da organizadora de eventos Fabiana Oliveira, moradora da travessa Diniz Calderam Camolesi, no Nova Pompéia.

Ela conta que há duas semanas o bairro ficou sem água por um dia — na quinta-feira (9/10).

Na semana passada foram dois dias — na quarta (15/10) e na sexta-feira (17/10).

“Depois das 17h, a água some das torneiras e só retorna de madrugada. A gente até acorda com o barulho da caixa d’água enchendo. Até onde eu sei, a prefeitura está vendendo água para um município vizinho. Não seria o caso de cuidar primeiro da população daqui, que está sofrendo com o desabastecimento?”, afirmou.

JP tentou entrar em contato com o presidente do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), Vlamir Schiavuzzo, mas não obteve retorno.

FONTE: Jornal de Piracicaba