
O Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti), divulgado nesta quarta-feira (5/11) pelo Ministério da Saúde, mostra que Piracicaba está em situação de alerta para a ocorrência de epidemia de dengue.
De acordo com o levantamento, a cidade apresentou larvas do mosquito transmissor da dengue em 1,2% dos domicílios inspecionados, número superior ao que é considerado satisfatório, de 1%.
O Liraa apontou que os maiores índices de infestação pelo mosquito foram registrados nos bairros Nhô Quim (7%), Vila Rezende (6,8%), Vila Independência (5,7%), Cecap (5,2%), Pauliceia (4,4%), Jardim Primavera (4,2%), Bairro Alto (4,0%), Morumbi (3,3%), Vila Monteiro (3,1%) e Novo Horizonte (3%).
Entre as regiões, os maiores índices se concentram no Centro (2,1%), Leste (1,8%), Sul (1,1%), Oeste (1,0%) e Norte (0,9%).
Divulgado nesta quarta-feira (5/11), balanço da Vigilância Epidemiológica apontou que a cidade teve, até 30 de outubro, 924 casos confirmados de dengue e 2.407 notificações de suspeita da doença em 2014.
No mesmo período de 2013, foram 4.747 notificações e 2.770 casos confirmados, o que representa redução de 66,64% no número de casos positivos da doença.
Municípios da região considerados como prioritários pelo Ministério da Saúde para apresentar o Liraa, como Rio Claro, Campinas, Americana e Santa Bárbara d’Oeste, não o fizeram.
A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) não soube informar a razão.
Os três últimos municípios citados registraram epidemia de dengue com elevados índices de casos este ano.
Elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com Estados e municípios, o levantamento foi realizado no mês passado em 1.463 cidades.
A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue e possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.
A Secretaria Municipal de Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que agilizou os bloqueios químico e mecânico nas áreas de risco, onde há casos suspeitos ou confirmados, e ampliou o número de visitas nos pontos estratégicos, como ferros-velhos, floriculturas, desmanches e depósitos de recicláveis.
Houve ainda a intensificação nas visitas casa a casa nos bairros que apresentam maior risco epidemiológico.
“Temos reforçado nosso trabalho e a queda no número de casos confirmados neste ano é prova disso, mas o combate à dengue deve ser incessante e é um dever de todos. A população precisa abraçar a ideia e eliminar os criadouros, que é a melhor forma de prevenção da doença”, disse o secretário de Saúde Pedro Mello, que mostrou preocupação para o maior risco da doença com a chegada das chuvas.
“Os ovos do mosquito duram até dois anos e os recipientes que acumulam água são os criadouros preferidos. Precisamos redobrar a atenção nesse período e não deixar nada que possa acumular água parada nos quintais”, informou o secretário.
PREVENÇÃO — Proprietário de uma borracharia, Dirceu Aparecido Pires, 55, redobrou os cuidados no estabelecimento para não deixar o ambiente propício para o mosquito da dengue.
“Tenho que preservar a minha saúde e dos meus clientes. Quando junta muito pneu dou um jeito de descartar logo para não empilhar e faço buracos nos que ficam para a água escoar”, explicou.
Pires também cuida da caixa d’água trocando a água a cada seis meses.
“Coloco água sanitária na caixa para espantar os mosquitos. Os agentes da saúde já vieram aqui algumas vezes e disseram que estou no caminho certo.”














