O imóvel onde funciona a filial da mecânica pesada da Dedini, na Vila Rezende, foi arrematado nesta quinta-feira (27/11) em leilão realizado na Central de Hastas públicas em São Paulo por R$ 12,3 milhões.
O prédio é um dos imóveis do grupo em processo de leilão devido à dívidas com a União.
A venda pública, em segunda praça, permitiu que o barracão fosse arrematado por 50% do valor de avaliação (R$ 24 milhões).
Esse foi o quarto processo de leilão, já que outros foram realizados pela Justiça Federal em Piracicaba nos meses de fevereiro, março e agosto.
Como não houve interessados no último leilão, ficaram definidas duas datas neste mês em São Paulo.
Representantes da diretoria do Sindicado dos Metalúrgicos de Piracicaba lamentaram a venda do prédio.
O barracão, de 10 mil m2, fica entre as avenidas Mário Dedini, Santo Estevão, Lourenço Ducatti e Dr. Morato.
Conforme divulgação da Central de Hastas no edital do leilão, o imóvel está penhorado em mais de um processo judicial e o valor do débito relacionado é (conforme atualização em outubro deste ano) de R$ 12 milhões.
Não foi informado de onde é o investidor que arrematou o imóvel.
De acordo com a Justiça Federal local, o próximo passo é que seja elaborado um ‘auto de arrematação’, para o qual não há prazo estabelecido.
Se o auto não for impugnado, o arrematante receberá uma ‘carta de arrematação’ e poderá fazer o registro do imóvel.
O outro barracão, onde funciona a matriz do grupo — na rodovia Fausto Santomauro (SP- 127), não constou nesta segunda praça.
De acordo com a Justiça Federal, este imóvel, como está penhorado em cinco processos, teve por decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 3ª região a venda pública suspensa neste momento.
ASSEMBLEIA — De acordo com o presidente do sindicato, José Luiz Ribeiro, uma assembleia será realizada nesta sexta-feira (28/11) pela manhã com os funcionários da empresa para discutir o assunto.
“Vamos explicar à eles e lutar para preservar o direito do trabalhador”, afirmou.
Segundo ele, a entidade tomou conhecimento de outro interessado pelo imóvel que deveria alugá-lo à empresa.
“Mas pelo visto não houve acordo e esse outro arrematou. A empresa nos informou que o processo todo deve levar um ano e que não sabe ainda se vai alugar o espaço. Se o arrematante quiser o prédio de imediato, vamos tentar via judicial e acampar lá”, disse.
A Dedini, por meio de nota, também distribuída internamente, informou que o imóvel foi arrematado “por um valor muito inferior ao seu real valor de mercado” e que o prédio está locado para a Dedini S/A Indústrias de Base (uma das razões sociais do grupo) por um prazo de três anos.
“Alem destes fatos, existem recursos judiciais discutindo os tributos, o valor de avaliação atribuído ao bem e a necessidade de observância do contrato de locação, sendo que tais recursos estão aguardando julgamento”, informou.
Ainda conforme a empresa, o resultado do leilão “não compromete a continuidade das atividades”, inclusive às relacionadas a “capacidade fabril, atendimento aos clientes e relacionamento com fornecedores”.















