frutas

Com a produção afetada pelo intenso calor, os hortifrutícolas estão mais caros para o consumidor piracicabano.

Segundo levantamento da Sema (Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento), tanto frutas quanto verduras e legumes estão com tendência de alta e hoje chegam a custar até três vezes mais que nas últimas semanas de dezembro.

Entre os alimentos que mais subiram desde o começo do mês, o chuchu lidera.

O legume, que podia ser encontrado por R$ 1,22 o quilo ao final de dezembro, agora é vendido por uma média de R$ 3,84 — variação de quase 215%.

Outro hortifrúti que ficou mais caro foi o pepino, que teve o quilo reajustado de R$ 1,70 para mais de R$ 3,85 nos últimos dias, uma alta de 125%.

A abobrinha e o repolho também tiveram elevações de preços, com correções de 74,78% e 52,46% respectivamente.

Entre as frutas, a que mais chamou a atenção do consumidor pelo encarecimento nos últimos dias foi a melancia.

Com produção trazida de fora, o quilo foi da média de R$ 1,06 para R$ 2,19, variação de mais de 70%.

O melão, a maçã importada, a uva e o melão também ficaram mais caros para os piracicabanos desde o início de janeiro.

O diretor do Depab (Departamento de Abastecimento) da Sema, Francisco Ernesto Guastalli, explica que, devido ao forte calor, tem sido mais difícil encontrar frutas e legumes na região de Piracicaba.

E é essa redução da oferta aliada ao aumento no consumo um dos fatores para alta dos preços.

“Os preços dos hortifrútis estão subindo porque o calor afeta a produção e é mais difícil encontrar os produtos na região. Buscar fora também tem custos extras, encarece o produto. Já com as folhas, como Piracicaba é autossuficiente, esses impactos são menos sentidos, tanto que a alface teve variação menor: 10% no mês.”

Feirantes confirmam a dificuldade para adquirir os alimentos na região e dizem que a qualidade também está menor devido ao clima quente.

“A falta de chuva prejudicou muito a produção e o sol queima os alimentos na roça. Os legumes tiveram muita variação e estamos buscando comprar em outras cidades para manter a oferta”, disse a feirante Márcia Camolese Domingues.

Nas frutas, a situação é similar, afirmou o feirante José Aparecido Zani.

“A falta d’água atrapalha a produção e as frutas, em geral, estão mais caras para o consumidor. O abacaxi ficou mais caro, mas a melancia é o que o pessoal mais reclamou. Mesmo no calor, o consumo acabou caindo cerca de 20%.”

Quem vai às compras faz “malabarismos” para economizar.

O aposentado Moacir Alves da Silva, 76, conta que substitui os produtos mais caros por outros mais em conta.

“Em geral, os preços subiram demais nos últimos tempos, mas as frutas estão caras demais agora. Deixei de comprar melancia hoje porque achei que estava caro demais. A uva também subiu e o jeito é substituir. Além disso, a qualidade também caiu, por isso nem sempre vale a pena pagar mais caro”, relatou.

O técnico em laboratório Luís Lucati, 53, e a dona de casa Valéria Lucati, 50, também reclamaram do preço da uva.

“Consumimos mais frutas durante o calor e a uva ficou bem mais cara. Mesmo assim, não deixamos de comprar, só levamos menos”, disse Valéria.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba