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2015 mal começou e o reflexo do ano que passou ainda continua, com aumento no preço da gasolina, energia elétrica, alimentos, sem contar as despesas típicas do começo de ano, IPVA, IPTU, material escolar, dentre tantos outros.

Tivemos um 2014 ruim para a economia do país, houve mais desemprego, superando a crise de 2008. Diversos setores como a metalurgia, o sucroalcooleiro, automotivo e de peças enfrentam dificuldades.

Em Piracicaba, a chegada do parque automotivo amenizou a crise na cidade, mas mesmo assim muitas empresas fecharam as portas, como a metalúrgica São José, o prédio da Dedini foi leiloado, outras apresentaram grandes cortes e algumas estão com problemas relacionados ao atraso no pagamento dos funcionários.

A demissão foi à medida mais adotada pelas empresas para tentar amenizar os atuais problemas do mercado, do mês de janeiro/2014 a dezembro/2014 foram realizadas no Sindicato dos Metalúrgicos cerca de 5835 homologações, 30% a mais que o período do ano anterior. Sem considerar as homologações dos trabalhadores com menos de 1 ano de trabalho.

Em São Paulo a crise se expande a cada dia que passa. Para tentar amenizar muitas montadoras instalaram Lay-off, PDV (Programa de Demissão Voluntária), Férias Coletivas.

Diante das expectativas que não são boas devido ao cenário econômico mundial e nacional, com a crise da Petrobrás, as empresas foram afetadas principalmente o setor sucroalcooleiro. Estima-se que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) não deva chegar a 1%.

Será muito difícil à crise acabar, a expectativa é que a partir do segundo semestre haja uma projeção se a obra do PAC for viabilizado e políticas de crescimento do setor produtivo.

Deve haver confiança no novo governo que se apresenta, principalmente do empresariado, para que assim a economia seja retomada e a indústria possa investir para o crescimento da economia e os trabalhadores possam retornar ao mercado de trabalho.

O Crescimento depende do cenário dos investimentos que devem ser feitos. O trabalhador tem que continuar buscando cada vez mais conhecimento, requalificando-se, fazendo cursos técnicos, por que em uma retomada eventual a mão de obra se faz necessária principalmente diante de novas tecnologias.

FONTE: Por José Luiz Ribeiro, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e vereador na cidade.