O trabalhador piracicabano admitido em 2014 começou suas atividades com uma remuneração média de R$ 1.320 por mês.

O cálculo tem base nos salários iniciais médios dos profissionais contratados formalmente, com apuração do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho.

O valor registrado no ano passado superou em 6,59% o contabilizado em 2013, o que foi ligeiramente superior à inflação do período — que chegou a 6,41% segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) — garantindo assim aumento real na remuneração dos profissionais que trocaram de emprego ou ingressaram no mercado de trabalho.

Dos oito setores mensurados pelo Caged, foi a administração pública o que pagou melhores salários iniciais aos profissionais: R$ 1.852,55.

Já a agropecuária foi a que manteve o menor salário médio para os trabalhadores: R$ 1.056,39.

Já na comparação entre 2013 e 2014, a indústria de transformação foi o segmento nos quais os admitidos mais ganharam percentualmente.

O salário inicial avançou da média de R$ 1.447,16 para R$ 1.589,83, um aumento de 9,85%.

O setor de extrativa mineral, ao contrário, teve queda no salário médio inicial.

O pagamento mensal de R$ 1.471,53 caiu para R$ 1.350,75, variação negativa em 8,20%.

Considerando a inflação do período, houve perdas de quase 15% em um ano.

Percentualmente, no comparativo entre os dois anos, também houve alta nos rendimentos iniciais dos trabalhadores dos serviços industriais de utilidade pública, que passou para R$ 1.445,27 (variação de 9,54%) e do setor de serviços, que chegou a R$ 1.255,83, aumento de 8,04%.

O comércio teve salário médio inicial ampliado em 7,34% (passou para R$ 1.176,34), a agricultura em 6,26% (R$ 1.036,39), a construção civil em 5,05% (R$ 1.404,54) e administração pública em 0,87% (R$ 1.852,55).

Para o coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep, Francisco Constantino Crocomo, é normal que o salário dos profissionais récem-admitidos seja menor, uma vez que quem já está na profissão há mais tempo tende a subir de cargo e, com isso, alcançar rendimentos maiores.

“A média salarial de quem ingressa no mercado é menor, é esperado e normal que isso ocorra. Agora a média dos salários dos trabalhadores em Piracicaba supera em muito esse valor e é maior também do que a média paga na região”, informou Crocomo.

De acordo com ele, ao final de 2013, conforme último dado disponibilizado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a média salarial de toda a massa trabalhadora formal de Piracicaba chegou a R$ 2.574 — o que representou um acréscimo de mais de 9% com relação à média do ano imediatamente anterior.

Ele lembrou ainda que 2014 foi um ano menor em nível de emprego e terminou com saldo negativo em 1.707 vagas.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba