Balanço da Secretaria Municipal de Saúde indica que, até a última segunda-feira (8/06), Piracicaba registrou 2.128 casos de dengue.
O número é quase três vezes superior ao registrado no ano passado quando, no mesmo período, havia 765 casos na cidade.
Segundo a Pasta, os números registrados em abril e maio podem ser maiores, uma vez que a investigação da dengue leva até 60 dias para ser finalizada, entre notificação, exames e conclusão.
O secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, informou que, mesmo com a desaceleração do ciclo reprodutivo do Aedes aegypti no inverno, o que deve provocar uma redução natural dos casos de dengue, a população deve continuar atenta no combate ao mosquito pela eliminação de criadouros.
“O maior problema em Piracicaba são os pratos de plantas, responsáveis por 40% dos criadouros do Aedes aegypti. Esses recipientes independem de chuva para acumular água, pois as pessoas regam as plantas cotidianamente. Pedimos que os pratos de planta sejam eliminados e, se não for possível, que sejam furados porque colocar areia não adianta”, disse o secretário.
No bairro Cecap, desde o fim de abril, está em andamento o projeto Aedes aegypti do bem, realizado pelo laboratório Oxitec, contratado pela Prefeitura de Piracicaba.
O trabalho consiste na liberação de mosquitos modificados geneticamente e que são incapazes de reproduzir descendentes viáveis.
Na prática, os machos criados em laboratório copulam com fêmeas selvagens e geram descendentes que não chegam à fase adulta.
O resultado esperado, desta maneira, é a diminuição da população do mosquito transmissor da dengue e da chikungunya.
A cada semana, são feitas três liberações no Cecap e, em cada uma delas, são liberados cerca de 260 mil mosquitos transgênicos.
Caso os resultados finais coletados sejam positivos, a tecnologia poderá ser aplicada nos demais bairros da cidade.
NO PAÍS — Novo boletim divulgado nesta quarta-feira (10/06) pelo Ministério da Saúde registrou queda de 68% nos casos de dengue na comparação entre os meses de abril e maio deste ano.
Em abril, foram registrados 348,2 mil casos contra 111,1 mil em maio.
Até 30 de maio, segundo o ministério, foram registrados 1 milhão de casos de dengue.
A região Centro-Oeste apresentou a maior incidência de casos (119,9 mil casos); seguida pelas regiões Sudeste, (659,9 mil casos); Nordeste (162 mil casos); Sul (54,4 mil casos); e Norte (24,6 mil).
O Ministério da Saúde também foi notificado de 378 óbitos e 314 casos graves no mesmo período deste ano.














