
Servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Piracicaba irão paralisar as atividades nesta terça-feira (07/07). A estimativa é que cerca de 400 atendimentos sem agendamento prévio deixem de ser realizados.
Em diversos Estados, servidores darão início a uma greve por tempo indeterminado porém, em Piracicaba, o Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo) definiu que a paralisação ocorrerá somente nesta terça.
Segundo um dos diretores do Sinsprev, Eduardo Rubio, cerca de 70 servidores lotados na gerência (na Vila Monteiro) e no posto de atendimento (na rua XV de Novembro) vão interromper as atividades. Os atendimentos que estão agendados serão mantidos apenas para recebimento de documentação.
“Em assembleia realizada na semana passada, decidimos que vamos paralisar apenas por um dia para não prejudicarmos muito a população. Fazemos cerca de 400 atendimentos espontâneos (sem agendamento) por dia, e eles não serão realizados hoje (terça)”, afirmou Rubio.
“Na quarta-feira (08) retomamos as atividades e a categoria aguarda nova assembleia na sexta-feira (10) para definir se também iniciamos a greve por tempo indeterminado em Piracicaba a partir da próxima segunda-feira (13).”
Na pauta de reivindicações da categoria, consta reajuste de 27,3% em 2016 considerando perda salarial acumulada; política salarial permanente; definição de data-base; reajuste do auxílio-alimentação; realização de concursos públicos; investimento em infraestrutura e melhores condições de trabalho. Rubio informou que a categoria está sem aumento real desde julho de 2007. “Não tivemos reposição salarial desde então. Também queremos a equiparação da nossa aposentadoria, porque nosso salário básico é de R$ 980. É a nossa gratificação que faz a composição salarial e isso não entra no cálculo da aposentadoria”, informou Rubio.
Ainda segundo ele, os servidores estão sobrecarregados. “Na agência de Piracicaba, temos um déficit de 22 funcionários. Em nível federal, o déficit é de 11 mil servidores. Nosso trabalhador está adoecendo cada vez mais por conta do ritmo de trabalho e da demanda muito alta.”
O diretor ainda falou sobre a falta de estrutura para atendimento ao público. “O governo federal aumentou o número de postos do INSS mas não aumentou o número de funcionários. Não temos estrutura para atender todos e nossas condições de trabalho são ruins.”
Por meio de sua assessoria de imprensa em Brasília, o INSS informou que não iria se manifestar sobre o assunto.















