
Após quase um mês sem chuvas — a última ocorreu em 28 de julho — Piracicaba registrou nesta segunda-feira (24/08) pancadas durante a tarde.
O Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura) indica que haverá mais precipitações nesta terça, o que deve contribuir com a melhora da umidade relativa do ar, que estava em estado de alerta.
Mesmo assim, a situação do rio Piracicaba deve se manter crítica.
A passagem de uma frente fria pela região Sudeste do Estado ocasionou a mudança climática também em Piracicaba.
De acordo com a meteorologista e diretora do Cepagri, Ana Ávila, a nebulosidade contribuiu para que um quadro de estado de alerta — 12,5% de umidade relativa do ar, registrado domingo —, fosse revertido.
Segunda-feira, a umidade do ar alcançou índice de 42%.
“No domingo, a umidade do ar estava em um estado crítico e a boa notícia é que nesta semana ela vai voltar aos índices normais”, disse.
Conforme o Cepagri, há 80% de chances de novas pancadas de chuva nesta terça e de mais precipitações a partir da próxima quinta-feira por causa da chegada de outra frente fria.
“Não serão chuvas generalizadas e sim, pancadas em alguns pontos. Mas já vai ajudar a limpar a poeira do ar e melhorar a umidade”, afirmou.
Também será registrada queda na temperatura.
“No domingo chegamos a 31ºC. Entre segunda e terça, a máxima será de 26ºC e mínima de 14ºC”, relatou.
A precipitação de segunda foi a primeira do mês de agosto, mas não ajudou a melhorar a situação do rio Piracicaba.
Por causa do longo período de estiagem e crise hídrica, que começaram no ano passado, o rio mantém nível e vazão abaixo do esperado.
Às 7h de segunda, o Piracicaba estava com 86 centímetros e vazão de 12,48 m³/s, conforme dados da rede telemétrica do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica).
Por volta das 19h, o nível chegou a 88 centímetros e a vazão 13,33 m³/s.
O pior nível do ano, de 84 centímetros, foi registrado no dia 20.
“A restrição no uso da água das bacias do Atibaia e Camanducaia, dois formadores do Piracicaba, demonstra o quão baixa está a vazão desses rios, e, consequentemente, do nosso rio”, informou a professora de ecologia da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Silvia Gobbo.
Segundo Silvia, após um período longo de estiagem, as precipitações podem até causar a mortandade de peixes.
“Minha preocupação é com a sujeira no entorno da bacia, que vai ser carregada para o rio e pode causar a mortandade de peixes”, relatou.















