Piracicaba continua em estado de alerta em relação a dengue. Isso porque o LIRAa (Levantamento de Índices Rápido do Aedes aegypti), que mostra o índice larvário encontrado nas casas, indica estado de alerta, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde.

Em março, conforme mostrado pelo JP, a cidade tinha índice larvário de 1,1 — que indicava que, a cada 100 imóveis visitados, um tinha criadouro do mosquito Aedes aegypti. Na semana passada, após encontro com municípios paulistas, a secretaria estadual afirmou que o município continua em alerta.

O mapeamento dos índices de infestação larvária nos domicílios também é monitorado pelo governo federal e, segundo o Ministério da Saúde, o LIRAa permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas.

Os imóveis com índice de infestação predial inferir a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9%, estão em situação de alerta; e superior a 4% há risco de surto de dengue.

O último balanço da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba aponta que, até a última quinta-feira, foram notificados 8.569 casos suspeitos de dengue em Piracicaba sendo 3.576 confirmados.

REUNIÃO — Na semana passada, o governo estadual realizou encontro com os municípios paulistas para debater ações de enfrentamento à dengue.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, a reunião basicamente serviu para conscientizar as cidades de que o Aedes aegypti é uma realidade em todo o território paulista, que ele está adaptado ao nosso clima e às condições favoráveis que encontra para sobreviver e se reproduzir, e que o combate ao mosquito tem que ser incessante.

“Eles pediram criatividade na adoção de medidas preventivas, o que já vem sendo feito em Piracicaba com ações como arrastões, reforço educativo e o uso de mosquitos transgênicos”, informou nota da secretaria.

Também informaram que a vacina do Instituto Butantan deve entrar na fase 3 (teste em humanos), em outubro, mas não deve ser produzida em escala comercial antes de 2018.

“O combate à dengue tem que ser contínuo e depende de todos nós. Cada cidadão deve dedicar cinco minutos de seu dia para checar se há criadouros em sua casa, pois 90% dos focos do mosquito estão dentro ou no entorno das residências”, disse Mello.

Outro dado interessante mostrado na reunião foi um levantamento de que cada paciente com suspeita de dengue gera três atendimentos médicos a mais por ano. Em uma cidade com cerca de 400 mil habitantes, como Piracicaba, isso tem um custo adicional de R$ 10 milhões anuais ao município.

“Além de todos os recursos que aplicamos para a prevenção da doença, que giram em torno de R$ 7 milhões anuais, temos esse custo adicional e também o aumento nos custos de insumos, equipes médicas e paramédicas reforçadas, exames laboratoriais, entre outros. Sem contar o congestionamento do sistema no período de pico da doença”, avaliou.

 

 

FONTE: Jornal de Piracicaba