miguel

As Campanhas Salariais deste 2º semestre das categorias representadas pela Força Sindical que ainda não fecharam acordo, serão muito difíceis. Como, aliás, foram as de todos os setores que concluíram suas negociações.

A crise pela qual o País atravessa, com inflação, crédito caro, dólar valorizado, queda na produção e no consumo, desindustrialização e desemprego, aliada à habitual intransigência dos patrões em conceder a inflação do período mais ganho real, dificultam ainda mais as negociações. Têm data-base neste semestre metalúrgicos, químicos, comerciários, hoteleiros e trabalhadores na indústria da alimentação e em edifícios, entre outros setores.

Os 53 Sindicatos de Metalúrgicos do Estado, com data-base em 1º/11, representados pela nossa Central e pela federação da categoria, totalizam 750 mil trabalhadores. A pauta de revindicações que foi entregue à Fiesp no último dia 22 traz, entre outras reivindicações, aumento real, garantia de emprego, redução da jornada, valorização do piso e ampliação das conquistas.

A Federação dos Químicos de SP, com 33 Sindicatos filiados e 150 mil trabalhadores na base, vão, na Campanha, buscar alternativas para evitar demissões no setor. Já o Sindifícios, com 250 mil trabalhadores, reivindica reajuste salarial de 15%.

Sabemos que a crise afeta a todos. Sem distinção. Mas nem por isto podemos permitir que a classe trabalhadora seja punida pelos consecutivos erros cometidos pelo governo Dilma na condução de sua nefasta política econômica, que privilegia banqueiros e especuladores em detrimento dos trabalhadores.

Conceder aumento real sobre os salários ajuda a manter o mercado interno aquecido, faz com que o consumo das famílias seja preservado, aumenta a produção e contribui para a manutenção/geração de postos de trabalho.

A luta da Força Sindical, e de seus Sindicatos filiados, vai além dos limites das fábricas. Nossa luta busca o crescimento e o desenvolvimento econômico, social e político brasileiro, com emprego decente, bons salários, educação, saúde, transparência, justiça e igualdade social.

 

Miguel Torres,
Presidente da Força Sindical