A greve dos bancários começa nesta terça-feira (6/10) por tempo indeterminado, mas desde quinta-feira agências do Centro já estavam com cartazes avisando sobre a paralisação.

Na cidade são 1.200 trabalhadores espalhados entre as 54 agências no Centro e nos bairros.

O SindBan (Sindicato dos Bancários de Piracicaba) orienta que clientes utilizem os caixas eletrônicos, lotéricas ou internet para o pagamento de contas.

A decisão pelo início da greve foi tomada sexta-feira, durante assembleia, quando os bancários decidiram por unanimidade interromper os trabalhos.

A decisão ocorreu depois de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que ofereceu proposta de 5,5% de reajuste nos salários e abono fixo de R$ 2.500, o que desagradou a categoria, que pleiteia aumento de 16% — 5,7% de reajuste real e 9,88% referente à perdas com a inflação.

Segundo o presidente do SindBan, José Antônio Fernandes Paiva, para evitar a pressão dos gerentes aos bancários, durante a greve, serão os membros do sindicato que farão orientação nas agências.

“Esta é uma postura que visa preservar os bancários de supostas represálias por parte de seus superiores, com o objetivo de fazê-los furar a greve e trabalhar. Assim, destacaremos em cada agência ao menos um representante do sindicato, que ficará encarregado de orientar os clientes sobre a greve e tirar possíveis dúvidas relacionadas ao uso do caixa eletrônico.”

Em 2014, a greve teve duração de uma semana, com reflexos nas 14 das 22 cidades da base do Sindban. Para este ano, Paiva espera que o movimento atinja a média de anos anteriores, quando cerca de 70% cruzaram os braços.

“Sabemos que a greve pode trazer incômodos, mas não acredito que haja maiores prejuízos, isso porque ninguém mais trabalha com dinheiro no bolso, preferindo outras modalidades de pagamentos, como o cartão, por exemplo. Contamos desde já com a compreensão dos clientes e pedimos que estes se solidarizem com a causa, compreendendo as razões da greve.”

PROCON — O Procon orienta que os clientes entrem em contato com empresas e concessionárias de serviços para solicitar outras formas e locais de pagamento.

A obrigação da empresa credora é a de oferecer alternativas para que os pagamentos sejam efetuados.

O pedido deve ser documentado por e-mail ou por um número de protocolo.

Quem se sentir lesado deve procurar o Procon no Centro Cívico ou pelo telefone 3433-3974.

 

 

FONTE: Jornal de Piracicaba