O saldo de empregos em setembro foi novamente negativo, com a redução de 300 postos de trabalho em Piracicaba.

Porém, após o corte de 1.750 vagas em agosto, as demissões estão diminuindo, segundo o gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Homero Scarso.

“As empresas estão trabalhando com um quadro mínimo de funcionários, portanto, não devem ocorrer demissões em larga escala”, afirmou.

Piracicaba passou da 35ª posição (penúltimo lugar) no ranking da diretoria regional para a 19ª colocação, apresentando uma retração de 0,60% no quadro de trabalhadores assalariados.

“É como se toda ‘reserva’ tivesse sido queimada, ou seja, as empresas estão demitindo desde o ano passado e agora estão com um quadro reduzido, que mantém a empresa funcionando para atender a atual demanda. Diante desse cenário, não devem ocorrer contratações e as demissões devem ser cada vez mais reduzidas”, relatou.

A única exceção é com relação ao setor sucroenergético, que, após o fim da safra, deve promover demissões em massa.

“Se a colheita for antecipada, podemos ver um aumento no saldo negativo de empregos em novembro e dezembro, devido às demissões ao fim da safra. Essas demissões vão ocorrer nas indústrias alimentícias, de bebidas e de coque, petróleo e biocombustíveis”, informou.

O índice do nível de emprego industrial em setembro (-0,60%) foi influenciado pelas variações negativas dos setores de produtos de metal (-2,99%), minerais não-metálicos (-4,98%) e máquinas e equipamentos (-0,99%).

Os três melhores índices, no mês, foram das diretorias regionais de Matão (0,60%), Presidente Prudente (0,39%) e Jundiaí (0,03%).

Jaú (-2,00%), Bauru (-2,79%) e São João da Boa Vista (-2,87%) tiveram o pior desempenho.

COLOCAÇÃO — Segundo balanço divulgado ontem pela entidade, de janeiro até setembro, a indústria da região fechou 5.650 postos de emprego com carteira assinada, uma variação que é negativa em 10,41%.

Esse índice é o terceiro pior do Estado, atrás de Bauru (-11,38%) e São João da Boa Vista (-11,14%).

Os setores mais atingidos pela recessão econômica foram de máquinas e equipamentos — que emprega mais de 10 mil trabalhadores em Piracicaba —, metalurgia, produtos de metal e veículos automotores e autopeças.

Somente o setor de máquinas e equipamentos registrou um enxugamento de 21,24% do quadro de trabalhadores assalariados.

“Nesse momento, as empresas estão avaliando se é melhor manter o funcionário do que ter mais gastos com sua demissão. E os funcionários que ficaram têm mais tempo de empresa ou mais qualificação, o que encarece essa demissão”, disse.

No acumulado de 12 meses, esse volume chega a 7.500 vagas, o que corresponde a -13,42%.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba