O preço médio da cesta básica em Piracicaba alcançou valor de R$ 516,95 na última terça-feira, avançando 1,36% com relação aos sete dias anteriores, quando era encontrada por R$ 510 aproximadamente, apontou o ICB-Esalq/Fealq divulgado nesta quarta-feira (21/10).

Para comparação, no mesmo período do ano passado, o custo médio dos produtos pesquisados girava em torno de R$ 430.

Mais uma vez, foram os alimentos que, monetariamente, mais puxaram a elevação da cesta.

A categoria registrou variação de 1,25%, passando de R$ 411,78 para R$ 416,93 — uma diferença de R$ 5,15.

Os itens de higiene pessoal também subiram 3,94% em uma semana, avançando de R$ 48,49 para R$ 50,39.

Os produtos de limpeza doméstica tiveram estabilidade, com variação de R$ 49,73 para R$ 49,62.

Entre os produtos que mais encareceram nos últimos sete dias está o frango, que teve aumento de 9,62% — o quilo passou de R$ 6,09 para R$ 6,67 em média no mercado piracicabano.

Os preços dispararam devido às exportações, que reduziram a disponibilidade da carne branca no mercado nacional, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Somado a isso, a alta de preços da energia elétrica, diesel e grãos para ração animal, além da valorização do dólar frente ao real, pressionaram os custos de produção do avicultor no país.

Outros alimentos que também tiveram reajustes de preços nos últimos sete dias foram a salsicha (19,15%), o sal (4,74%) e a muçarela (3,83%).

Em contrapartida, a cebola, que pesou significativamente no bolso do consumidor nos últimos meses, vem registrando queda no mercado.

O produto caiu 3,34% em uma semana, de R$ 3,09 para R$ 2,99 o quilo.

A mudança está relacionada ao aumento da oferta no mercado e também à menor qualidade da produção atual.

As cebolas da nova safra têm chegado ao consumidor bastante “machucadas”, sendo preteridas na hora das compras.

O coordenador do ICB, Guilherme Sampaio, apontou que a tendência de alta nos produtos continua e são reflexos da majoração dos custos produtivos de forma geral.

“Os alimentos são os que sofrem mais, os produtores estão repassando os aumentos de custos e o consumidor tem sentido isso. Nos últimos dias também notamos que os produtos de higiene e limpeza atingiram preços muito acima dos observados até então. A recomendação para o consumidor é que ele procure o melhor preço.”

 

FONTE: Jornal de Piracicaba