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Após 22 dias do início do monitoramento do mosquito Aedes aegypti nos bairros Vila Monteiro e Vila Fátima, foram capturadas oito fêmeas do inseto transmissor da dengue.

A captura das fêmeas, que não estavam infectadas com o vírus da doença, coloca Piracicaba em estado de alerta moderado.

Segundo Bruna Natalina Souza, da Ecovec, empresa que está fazendo o monitoramento, na escala de zero a um, a cidade ficou com índice 0,3.

O trabalho de monitoramento do Aedes aegypti, que iniciou-se no dia 27 de outubro, é chamado de MI Dengue, que significa Monitoramento Inteligente da Dengue, e tem duração de três meses.

As armadilhas foram instaladas na Vila Monteiro e Vila Fátima (cada bairro recebeu 14 equipamentos) e os primeiros resultados saíram nesta semana.

“Em quatro armadilhas da Vila Monteiro foram capturados oito mosquitos fêmea. O índice de Piracicaba é 0,3, considerado um alerta moderado”, informou.

A partir da marca 0,6, o índice significa que a região tem alto risco de infestação.

As armadilhas, que foram escondidas em locais próximos a jardins, são vistoriadas uma vez por semana.

“Essas fêmeas entraram na armadilha para botarem seus ovos e foram presas. Após a análise virológica, foi comprovado que as fêmeas não tinham o vírus da dengue”, disse.

O projeto, que está sendo feito em caráter experimental na cidade, é realizado pela Helpinsect — empresa terceirizada contratada pela prefeitura — em parceria com a Ecovec e não haverá custos para o município.

Diferente do projeto Aedes do Bem, realizado no Cecap, que procura diminuir a população do Aedes aegypti, o MI Dengue monitora a existência dos mosquito, a quantidade, se eles têm o vírus e qual o tipo de vírus existente.

Com base nestes dados, ações de combate e bloqueio serão realizadas na região.

“Ao vistoriar as residências, os agentes de saúde respondem algumas questões, como se foi encontrado mosquito fêmea, em um aplicativo de celular. Todas essas informações chegam em tempo real para a coordenação de combate à dengue da cidade para monitoramento”, relatou.

Para Sebastião Amaral Campos, coordenador do PMCD (Plano Municipal de Combate à Dengue), o projeto experimental visa agilizar as ações contra ao mosquito.

“Com os resultados em tempo real, poderemos direcionar as equipes em áreas com maior infestação pelo Aedes aegypti para realização do bloqueio”, afirmou.

Até o dia 8 foram confirmados 3.662 casos de dengue em Piracicaba, com 8.789 casos suspeitos notificados.

Fonte: Jornal de Piracicaba