Grupo paralisou a Pedro Moraes Cavalcanti na manhã desta quarta (25).
Aulas foram suspensas; Diretoria de ensino criticou a manifestação.

Escola Estadual foi ocupada por alunos nesta quarta em Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)

A Escola Estadual Pedro Moraes Cavalcanti de Piracicaba (SP) foi ocupada por um grupo de alunos na manhã desta quarta-feira (25). Essa é a quarta unidade paralisada na cidade em manifestações contra as mudanças no ensino propostas pelo governo de São Paulo. As aulas foram suspenas. A Diretoria Regional de Ensino afirmou ao G1 que pediu a reintegração de posse das outras três instituições na mesma situação, mas ainda não obteve resposta da Promotoria.

As manifestações na cidade começaram há sete dias com a escola estadual Professor Antônio de Mello Cotrim do bairro Pauliceia. Na segunda-feira (23), estudantes ocuparam a Barão do Rio Branco, no Centro, e, na terça (24), foi a vez da Professor Jethro Vaz de Toledo.

A ocupação na Pedro Moraes Cavalcanti ocorreu por volta das 10h30 desta quarta-feira (25). Alguns estudantes realizavam as provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (Saresp) quando a manifestação começou.

A  escola estadual Pedro Moraes Cavalcanti oferece, atualmente, os dois ciclos do ensino fundamental e o ensino médio. Com a reestruração proposta, a unidade deixará de ter o ensino médio.

De acordo com o dirigente regional de ensino dePiracicaba Fabio Negreiros, uma mãe de aluno entrou na escola enquanto ele, gestores da unidade e um grupo de pais realizavam uma reunião.

“Discutíamos as possibilidades de permanência do ensino médio e ouvíamos os pedidos e sugestões da comunidade sobre a escola, mas o encontro foi interrompido quando ela invadiu a escola”, relatou. “Os alunos estão sendo prejudicados por um movimento que não tem mais legitimidade, uma vez que tiram o seu direito à educação”, completou.

A doceira Vanessa Aquino, de 31 anos, é mãe de dois alunos do ensino fundamental. Ela disse que não contrária aos protestos, mas criticou a forma como o manifesto ocorreu. “Sou a favor do direito de reivindicar, mas há crianças que foram deixadas pelas vans e estão ao lado de fora da escola, sozinhas”, disse. “Meus filhos tinham prova hoje”, não acho justo”, completou.

 

FONTE:G1 Piracicaba