Fazenda alerta sobre os falsos boletos do tributo que são enviados pelo Correio

A falcatrua do “IPVA falso” continua causando preocupações e dúvidas aos piracicabanos proprietários de veículos. Em meio à confusão de qual documento é verdadeiro, qual é picaretagem, ontem a Secretaria da Fazenda fez outro alerta informando que “não envia boleto” e que “proprietários devem consultar (o valor devido do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) exclusivamente no site da Fazenda e na rede bancária credenciada”.
O administrador de empresas Ricardo Cançado conta que recebeu os falsos boletos na segunda-feira, enviados num envelope, inclusive timbrado (da Secretaria da Fazenda, do Governo do Estado de São Paulo). “Todos os valores devidos, meus dados pessoais e dos veículos batem, são iguaizinhos”, diz. “Só não bate o código de barras. Fiquei impressionado com a falsificação”, acrescenta o munícipe, que recomenda uma consulta prévia ao site da Secretaria da Fazenda e uma ida ao despachante antes de efetuar o pagamento. “O negócio é não pagar boleto duvidoso”.
“Parece que o padrão do golpe é o envio do IPVA num envelope sem cor (branco)”, diz Leandro Desuó, proprietário do Despachante Modelo. A dica para o contribuinte não ser lesado, fala Desuó, é efetuar o pagamento direto no banco, digitando o Renavam do veículo. “Ou, então, procurar um despachante de confiança para que ele efetue o pagamento. Mas a dica principal é fazer o pagamento pelo código do Renavam e não pelo código de barras (que está sendo enviado pelos fraudadores)”, aconselha.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que abriu inquérito para apurar as denúncias de fraudes no pagamento do IPVA 2016. O inquérito policial será conduzido pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
A SSP orienta o consumidor que for lesado a procurar a polícia. Já a Polícia Civil orienta qualquer pessoa que se sentir lesada a registrar a ocorrência para auxiliar na investigação do crime.
FONTE: Gazeta de Piracicaba