
Piracicaba caiu da 6ª para a 31ª posição no ranking nacional das maiores cidades exportadoras do país entre dezembro de 2014 e o final de 2015, segundo dados disponibilizados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Neste período, a remessa de produtos piracicabanos ao exterior teve queda de mais de 28%, diminuindo de US$ 1,7 bilhão para U$$ 1,2 bilhão — o menor volume registrado na última década.
Situação similar também se passou com as importações, que caíram em torno de 23% no intervalo comparativo, passando de US$ 2,1 bilhões para US$ 1,6 bilhão.
A balança comercial da cidade encerrou 2015 com saldo negativo em mais de US$ 385 milhões.
“Dois mil e quinze é um ano que não deixará boas recordações e, para 2016, também não temos expectativas de melhora diante do cenário atual”, disse Cristiano Morini, pesquisador e professor do curso de administração da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Ele citou que a instabilidade da economia chinesa e também brasileira indicam tendência mundial de desvalorização das moedas dos países em desenvolvimento nos próximos meses.
Com isso, o dólar deve permanecer na faixa de R$ 4, segundo o pesquisador.
Entretanto, o que a princípio é benéfico para as exportações — já que o dólar valorizado torna o produto brasileiro mais competitivo — não deve trazer reflexos imediatos devido ao cenário turbulento e de incertezas da economia no país.
A queda das exportações de Piracicaba em 2015, conforme Morini, é puxada pela diminuição de vendas de uma das principais multinacionais instaladas aqui, que comercializa produtos de alto valor agregado e tecnologia embarcados.
“Com a situação de instabilidade, muitos investimentos altos ficam congelados e isso afetou a venda de máquinas em 2015 e vai continuar afetando em 2016”, relatou.
“Além dos desafios da política econômica brasileira, a instabilidade chinesa também nos afetará.”
MERCADOS — Os Estados Unidos permanecem como principal destino da mercadoria piracicabana — receberam, ao longo de 2015, cerca de 28,5% da remessa de produtos.
Em seguida estão o Peru, com fatia de 7,6%, e o México, com 5,63%.
Canadá e Japão responderam por 5,4% e 4,5% respectivamente.
Entre as mercadorias mais exportadas estão niveladoras, escavadoras, carregadoras e pás carregadoras (70,2% do total); máquinas e aparelhos para colheita (4%); barras de ferro ou aço (3,7%) e compostos aminados (2,7%).
Já com as importações, a Coreia do Sul (35,7%) segue como o principal país de origem da mercadoria trazida para Piracicaba, o que ocorre devido às movimentações da Hyundai.
Em segundo lugar estão os Estados Unidos (33,6%), seguido por China (7%), Chile (4%) e Suíça (3,8%).
No topo das importações figuram partes e acessórios de veículos (15,5%); partes destinadas a máquinas e aparelhos (9,55%); motores de explosão (7,9%); motores diesel ou semidiesel (5,5%); e veios de transmissão (5%).
















