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Diferente do ato realizado domingo, quando a maior parte das pessoas vestiam verde e amarelo, a manifestação de de quainta-feira (17) foi marcada pelas roupas pretas, o que de acordo com os organizadores, demonstrava a insatisfação com os políticos e o luto pelo Brasil.

No início do ato o grupo permaneceu nas calçadas e pedia que os motoristas buzinassem se fossem a favor do movimento.

Conforme a aglomeração aumentava, com o auxílio de agentes municipais de trânsito que bloquearam o fluxo de veículos, os manifestantes tomaram os dois lados da avenida Independência e caminharam pela via no sentido da rotatória da Esalq.

Duas quadras adiante, no cruzamento com a rua Samuel Neves a passeata parou, as pessoas cantaram o Hino Nacional e retornaram ao ponto de origem.

De volta a avenida Saldanha Marinho a concentração de manifestantes permaneceu intensa até por volta das 20h, quando o público começou a dispersar.

O autônomo Waldemar Zajac, 64, declarou sua insatisfação com Dilma e Lula. “É um misto de raiva e indignação ver a cara de pau desses dois. Estou com vergonha, com nojo dessa quadrilha formada pelos integrantes do PT, PMDB e companhia limitada”, afirmou.

A fisioterapeuta Wanda Seli Rebelato, 56, também fez sua crítica. “O povo não aceita mais tanta corrupção. Chega de roubalheira, eles não mandam na gente, o Brasil não é deles”, disse.

ORGANIZAÇÃO — Willian Bueno, porta-voz do movimento Vem Pra Rua de Piracicaba afirmou ter se surpreendido com a adesão popular, devido a forma repentina como o protesto foi agendado. “Toda a divulgação foi pela internet e fico satisfeito com o comparecimento das pessoas. Estão brincando de política e achando que o brasileiro é idiota. Estamos aqui para mostrar que ninguém aqui é bobo e vamos protestar até que o PT e todos os esses corruptos deixem Brasília”, afirmou. “Acho que depois de seis milhões de pessoas terem ido às ruas domingo, a nomeação do Lula como ministro é uma vergonha e não passa de uma manobra para obstruir os trabalhos da Polícia Federal. Manifestamos nossa indignação e exigimos a renúncia da Dilma, senão o impeachment virá mais cedo ou mais tarde”, disse Luis Gustavo Verdicchio Bená, líder do Movimento Brasil Livre.

 

 

FONTE: Jornal de Piracicaba