A iniciativa é utilizada na cidade desde o dia 30 de abril de 2015

O projeto, amplamente elogiado pela OMS, é desenvolvido desde 2015, na cidade

A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou uma recomendação de uso do ‘Aedes aegypti do Bem’ como alternativa ao combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A recomendação integra as conclusões do Grupo Consultivo de Controle de Vetor (VCAG, na sigla em Inglês), que se reuniu nos dias 14 e 15 de março para discutir o uso de novas ferramentas de controle de vetor em face ao surto de zika na América Latina.
Em conjunto com a recomendação do uso piloto do Aedes aegypti do Bem, sob condições operacionais, o VCAG afirmou que a abordagem na luta contra o mosquito Aedes tem de mudar de reativa para sustentável e proativa. Em seu comentário, o VCAG também observou a necessidade de melhorar “a qualidade e extensão da implementação das intervenções para controle do vetor com o intuito de garantir o máximo impacto tanto dentro do contexto de uma resposta imediata ao vírus zika quanto, de forma mais ampla, contra todas as doenças transmitidas pelos Aedes”.
Para o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato, a recomendação da OMS indica que os estudos com o Aedes aegypti do Bem realizados desde abril do ano passado demonstram o pioneirismo do município. “Desde que iniciamos nosso mandato, uma de nossas principais preocupações foi a busca de alternativas para combater o vetor da dengue e por isso fomos atrás desse mosquito geneticamente modificado como alternativa. A posição da OMS demonstra que estamos no caminho certo”, disse Ferrato.
Recentemente, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em Inglês) publicou sua conclusão preliminar de Resultado de Impacto Não Significativo Finding Of No Significant Impact, Fonsi, na sigla em inglês) sobre o uso do Aedes aegypti do Bem para um teste em Florida Keys (Estados Unidos). A publicação concluiu que o teste de campo dos mosquitos Aedes aegypti do Bem em Key Haven, no Estado da Florida (Estados Unidos), não irá resultar em impacto significativo no ambiente.
Um ano em Piracicaba
‘O Aedes aegypti do Bem’ é utilizado em Piracicaba desde o dia 30 de abril de 2015, quando teve início a soltura do mosquito geneticamente modificado da Oxitec na região dos bairros Cecap/Eldorado, em caráter experimental. Após 10 meses do projeto, a tecnologia conseguiu reduzir em 82% o número de larvas do Aedes aegypti selvagem na área tratada.
Diante do sucesso do uso da tecnologia, o projeto será prorrogado no Cecap por mais um ano e ampliado para a região central do município, abrangendo uma área com 60 mil habitantes, durante dois anos. A expansão do uso do Aedes aegypti do Bem em Piracicaba irá trazer ainda uma biofábrica da Oxitec no município, com a geração de mais de uma centena de empregos e investimentos de milhões de reais.
O OX513A tem liberação de uso pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), que considerou o mosquito inofensivo para a saúde humana, animal e ao meio ambiente, desde abril de 2014, e aguarda um posicionamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercializá-lo.
FONTE: Gazeta de Piracicaba