Ex-funcionários protestaram contra o não recebimento das verbas rescisórias

As empresas Dedini e CSJ (Cooperativa São José) despertaram o interesse de investidores dos Estados Unidos e da China. Nesta terça-feira (31), o secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), José Luiz Ribeiro, participou de uma reunião com consultores de empresas desses países, em Piracicaba, que irão analisar as duas companhias.
Ele disse que o objetivo de incentivar a ajuda do capital estrangeiro é evitar o fechamento da Dedini e reativar a CSJ (antiga Santin). “São empresas tradicionais da cidade, com alta tecnologia, que podem receber essa ajuda, mantendo os empregos e até recuperando os que tiveram de demitir. A Dedini demitiu cerca de duas mil pessoas e a CSJ já teve mil empregados”.
Segundo ele, há interesse internacional nessas companhias porque a Dedini é uma das maiores fundições da América Latina e tem tecnologia exclusiva para a indústria de alimentos, produtos químicos, cervejarias e até petroleira. Ribeiro ressalta que a reunião foi um primeiro contato e que um possível investimento poderia vir a partir de 2017.
O prefeito Gabriel Ferrato (PSB) afirmou que, no ano passado, quando promoveu reuniões com os trabalhadores da Dedini, que estavam sem receber os salários, e com os diretores da empresa, sugeriu a abertura da companhia para o capital estrangeiro.
“Naquele momento eles disseram que não queriam. A Dedini é uma empresa importante para o Brasil. Se ela for associada à Santin terá um excelente espaço no mercado. A Dedini tem tecnologia e trabalhadores qualificados que só ela detém e isso não pode ser perdido”, ressaltou.
Protesto
Ex-trabalhadores do Grupo Dedini que ainda não receberam as verbas rescisórias, protestaram, nesta terça-feira, no restaurante da empresa, com o Sindicato dos Metalúrgicos. Eles almoçaram no local, que fica na unidade da Vila Rezende.
“Muitos já não têm mais o que comer em casa. Nos próximos dias eles pretendem continuar almoçando na empresa com as suas famílias. A empresa não os pagou, o almoço é um direito. As manifestações irão ocorrer até a empresa resolver a situação desses trabalhadores”, disse João Carlos Ribeiro, o Jipe, diretor do Sindicato.
Em créditos trabalhistas a dívida da empresa gira em torno de R$ 60 milhões. O Grupo Dedini está em processo de recuperação judicial.
FONTE: Gazeta de Piracicaba