
Alimento típico na mesa do piracicabano, o feijão se tornou vilão para o bolso do consumidor nas últimas semanas.
O preço do produto disparou nos supermercados e os pacotes na versão com um quilo, antes encontrados pela média de R$ 5,84, segundo o ICB-Esalq/Fealq (Índice Cesta Básica), saltou para mais de R$ 10 nas últimas semanas, sendo encontrado por até R$ 13 a depender da marca.
O aumento expressivo dos preços está relacionado a diversos problemas na safra do alimento, informou o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses).
Na primeira safra do ano, menos produtores apostaram na cultura, o que diminuiu a oferta do produto no mercado.
Somado a isso, a chuva e o frio recentes também afetaram a produção do alimento, resultando nos altos preços aos consumidores.
Quem não abre mão do feijão no prato tem sofrido para economizar.
Para driblar os preços, muitos piracicabanos têm buscado substituir o tradicional feijão carioquinha pelo feijão preto ou até pela soja, que também estão com preços mais elevados.
José Osanan Reis, 54, está desempregado e tem apostado nessa troca de produtos para gastar menos. “Já usei o feijão preto, fradinho e a soja.
Gosto de feijão com arroz, mas vou procurar outras opções que sejam mais baratas”, afirmou.
Já a operadora de caixa Valdenia Maschio utiliza o feijão recebido em sua cesta básica e tem diminuído o consumo mensal para não precisar comprar além disso.
“Só consumo o que vem na cesta. Diminui o consumo, mas não deixo de comer porque é um prato principal”, afirmou.
Devido aos preços altos, o repositor Alef Dias relatou que só tem comido feijão aos finais de semana.
“Estou consumindo só no sábado e domingo porque está muito caro. Não deixo de comprar, mas consumo menos. Notei um aumento de 50% nos preços. Antes pagava R$ 5,99 e hoje estou pagando R$ 12,99.”
Segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, até maio, o preço do feijão acumulava alta de 41,62% no consolidado de 12 meses.
A variação está mais de quatro vezes acima da inflação mensurada do período, que foi de 9,32%.
CESTA BÁSICA — O preço médio da cesta básica em Piracicaba, medido pelo ICB -Esalq/Fealq, subiu 2,17% em maio na comparação com o mês de abril, saltando de R$ 534,95 para R$ 555,76.
Esse aumento é reflexo de correções de preços não só do feijão, mas também de produtos essenciais como o tomate, a batata e o leite, que tiveram a produção afetada pelo clima frio e sofreram impactos das geadas na região sul do país.
O arroz também ficou 5% mais caro nas últimas semanas.
FONTE: Jornal de Piracicaba















