Aedes do Bem será solto na região central na penúltima semana do mês

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A soltura dos Aedes transgênicos na região central de Piracicaba deve ter início na penúltima semana de julho. A previsão é do gerente do projeto Aedes aegypti do Bem, Guilherme Trivellato. A liberação de cerca de 700 mil mosquitos geneticamente modificados, por semana, começará pelo bairro São Judas. A ampliação do Aedes do Bem, anunciada em maio, vai contemplar 11 bairros da região central de Piracicaba.

A Secretaria Municipal da Saúde informou ao Jornal de Piracicaba que a data de início da liberação dos mosquitos depende da fábrica da Oxitec estar em operação na cidade ou ter o número de mosquitos suficiente para a ação. A Oxitec informou, por meio de Trivellato, que a previsão de início da soltura é entre os dias 18 e 22 de julho. Os mosquitos serão trazidos de Campinas, como tem sido feito no bairro Cecap, onde começou o projeto. “Nossa fábrica em Piracicaba já está em construção. Antes do fim do ano, ela começa a operar e liberaremos os mosquitos, nascidos e criados na cidade, nos outros bairros da região central”, informou.

A soltura dos mosquitos vai atingir uma população de 3.600 moradores do São Judas. Mas o projeto total, que engloba outros 10 bairros (Centro, Cidade Jardim, Clube de Campo, Jardim Monumento, Nhô Quim, Nova Piracicaba, Parque da Rua do Porto, São Dimas e Vila Rezende), vai abranger uma população de 60 mil habitantes. Para tirar dúvidas dos piracicabanos e apresentar o projeto, uma equipe da Oxitec tem entregado panfletos e conversado com moradores e comerciantes da região central. “O trabalho educativo sobre Aedes do Bem continua com tendas, explicações ao público, distribuição de folhetos, carro de som. Até o dia da soltura dos mosquitos serão feitas também várias reuniões com lideranças da região central para o devido esclarecimento”, informou em nota a Saúde.

O investimento para expansão do projeto na região central, por dois anos, é de R$ 3,7 milhões. Além da ampliação do Aedes do Bem, a Oxitec prorrogou por mais um ano a soltura realizada desde abril de 2015 no Cecap/ Eldorado, onde já foi mensurada uma redução de 82% nas larvas selvagens do Aedes aegypti, transmissor da dengue, vírus da zika e chikungunya. A empresa também está instalando uma unidade de produção dos mosquitos transgênicos com capacidade 30 vezes maior do que a atual fábrica em Campinas. O barracão da empresa fica no Distrito Unileste.

Os mosquitos geneticamente modificados carregam os genes incapazes de produzir descendentes viáveis ao copularem com fêmeas selvagens. Quando liberados, os machos transgênicos cruzam com as fêmeas selvagens, gerando descendentes que morrem antes de chegar à fase adulta, diminuindo, portanto, a população de insetos adultos.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba

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