Os piracicabanos já pagaram mais de R$ 276 milhões apenas em impostos municipais em 2016. Isso significa que cada contribuinte local desembolsou mais de R$ 702 neste ano apenas para pagar tributos para a prefeitura. Os dados foram contabilizados até as 18h de sábado (08), conforme levantamento do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo e Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).
Isoladamente, o montante de tributos pagos na cidade em setembro deste ano é 3,8% maior que no mesmo período de 2015. No mês de setembro os contribuintes de Piracicaba pagaram R$ 29,5 milhões em impostos à municipalidade, enquanto que em setembro do ano passado o valor arrecadado pela prefeitura em tributos foi de R$ 28,4 milhões. O acréscimo em um ano corresponde ao montante de R$ 1,1 milhão para o mês.
Francisco Constantino Crocomo, coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), fez uma análise do montante pago em impostos pelo piracicabano. “Mais do que avaliar se R$ 702 por munícipe é muito ou pouco, é preciso saber se a população está satisfeita com a forma como esses tributos retornam. Ficamos preocupados com o quanto pagamos e nem sempre percebemos o retorno que o governo nos dá. Outro problema são os impostos em cascata e o fato de não sabermos porque pagamos tantos tributos e taxas”, disse.
O economista acredita que tão importante quanto saber o volume pago em tributos, é preciso ter ciência de como eles são devolvidos. “O impostômetro é uma ferramenta muito interessante por mostrar o quanto pagamos em impostos, mas falha ao não apresentar o quanto foi devolvido pelo governo em serviços. E mais, para fazer uma análise justa seria preciso saber quanto cada faixa de renda pagou, pois, se pagar imposto é ruim, pior é quando ele é cobrado sem levar em conta a renda. Por isso o certo é a cobrança progressiva de tributos, como a do Imposto de Renda que separa o contribuinte por faixas”, relatou.
Crocomo considera necessária a reforma tributária e fiscal no país. “Vejo com bons olhos toda medida que sugere a redução no volume de impostos pagos pela população, mas isso deve estar atrelado ao corte de gastos desnecessários do governo”, afirmou.
FONTE: Jornal de Piracicaba
















