Começa, neste fim de semana, o horário de verão. A partir da meia-noite de sábado (zero hora de domingo), os relógios deverão ser adiantados em uma hora. O horário de verão terá duração de 126 dias, com o término a zero hora do dia 19 de fevereiro de 2017. A medida deverá representar redução de 0,53% no consumo de energia elétrica, conforme estimativa da CPFL Paulista.

A concessionária é responsável pelo fornecimento de eletricidade em Piracicaba e outras 234 cidades do Estado e prevê que durante o horário de pico, a medida represente uma redução de 3,7% na demanda de energia. Essa economia seria suficiente para atender uma cidade do porte de Piracicaba por 24 dias. A mudança no horário atingirá dez Estados nas regiões sul, sudeste, centro-oeste e no Distrito Federal.

Segundo a CPFL, no período de vigência do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a cair. “O ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga na rede elétrica no momento que o sistema atinge o seu pico de carga coincidente. Recentemente, o pico tem sido registrado no início da tarde, principalmente por causa do calor, que tem gerado um aumento no uso de aparelhos de ar-condicionado”, informou a concessionária.

De acordo com a CPFL Paulista, o principal objetivo do horário de verão é melhorar o aproveitamento da luz natural. “Geralmente, as pessoas chegam em casa a partir das 18h, início da noite, após o expediente de trabalho. Logo, uma das primeiras ações é acender a luz e equipamentos elétricos de suas residências. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais. Esse aumento de carga coincide com as atividades da indústria, gerando pico de consumo”, informou a concessionária por meio de nota.

No ano passado, a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). A economia foi possível porque não foi preciso adicionar mais energia de usinas termelétricas para garantir o abastecimento do país nos horários de pico. Para este ano, a previsão de economia é de R$ 147,5 milhões. “Isto representa o custo evitado em despacho de usinas térmicas por questões de segurança elétrica e atendimento à ponta de carga no período de vigência do horário de verão”, informou a pasta. Caso não houvesse horário de verão, R$ 7,7 bilhões precisariam ser investidos para suprir o atendimento da demanda elétrica no período.

 

 

FONTE: Jornal de Piracicaba