A cesta básica subiu pelo quarto mês consecutivo e alcançou o valor de R$ 584,69, um aumento de 0,38% em relação ao mês anterior, quando era encontrada por R$ 582,46, segundo pesquisa da ICB/ Esalq-Fealq, realizada pela Ejea (Empresa Júnior de Economia e Administração da Esalq). A categoria higiene foi a que mais subiu: 3,10%, passando de R$ 55,06 para R$ 56,76, seguida por alimentos, que aumentou 0,11%. Já na categoria limpeza doméstica não houve alteração, com valor mantido em R$ 55,73.

Entre os itens que ficaram mais caros estão creme dental (6,32%), desodorante (4,88%) e sabonete (2,91%). Na categoria de alimentos, destaca-se a carne de primeira (4,21%), alho (4,42%) e batata (3,68%). O arroz, que registrou aumento de 0,31%, já pesa no bolso do consumidor. “Hoje em dia tudo está ficando mais caro. Um dos produtos que mais senti o aumento foi no arroz. Essas últimas semanas o que mais vemos é o preço ser alterado, cada vez mais alto. A solução é consumir menos, já que a tendência é os valores subirem cada dia mais”, afirmou o jardineiro Ginoval Jesus da Conceição, 48.

Consumidores que fazem compras mensais são os que mais sentem essas variações de preços dos itens de higiene pessoal e alimentos. “Cada mês vejo os valores da minha conta ficarem mais altos. Mês passado minha compra deu R$ 400, esse mês já subiu para R$ 600. Acho um absurdo porque nós compramos apenas o básico para passar o mês, e mesmo assim o valor não para de subir. Só de carne foi quase R$ 200. Produtos de higiene pessoal estão com preços bem altos. Até os legumes estão mais caros. Tem coisas que paramos de consumir, ou optamos por marcas mais em conta. Porém, não podemos deixar a qualidade de lado e pensar apenas nos valores”, ressaltou a consultora de vendas Daniela Bocatto Coelho, 41.

De acordo com Fernando Alves, gerente de supermercado, a carne foi o item que mais assustou os consumidores. “Nesse último mês, as carnes sofreram uma alteração muito alta, sentida pelos clientes. Recebo perguntas com frequência sobre quando os preços vão diminuir. Percebi uma queda nas vendas de carnes após essa alta”, afirmou Alves. A carne de maior destaque é o contra filé, que era comercializado por R$ 19 o quilo e hoje custa, em média, R$ 35 o quilo.

Outros itens registram queda nos valores, como cebola (-14,51), feijão (-11,14%), ovos (-6,35) e salsicha (-5,71%), mas com o aumento de outros itens, essa queda passa despercebida pela população. “A maioria das categorias sofre alterações constantes todas as semanas. Percebi bastante diferença nos legumes e tubérculos. Alguns registram queda, mas outros aumentam muito, o que faz a situação continuar na mesma. Ao que parece, iremos continuar nesse vai e vem por muito tempo, resta apenas ficar atentos aos valores para não gastar mais que o necessário”, relatou a dona de casa Celina Aparecida dos Santos, 54.

 

 

FONTE: Jornal de Piracicaba