As exportações de Piracicaba cresceram 7,1% no acumulado de janeiro a outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. É o que apontou o balanço divulgado pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). O volume de negociações passou de US$ 1,075 bilhão registrados nos dez meses de 2015 para US$ 1,15 bilhão em 2016. Por outro lado, o levantamento do Ministério apontou queda nas importações, que recuaram 11,4% no mesmo intervalo comparativo — caindo de US$ 1,4 bilhão no ano passado para US$ 1,24 bilhão neste ano. No acumulado do ano, o saldo da balança é negativo em US$ 92,9 milhões.

O volume exportado em 2016 corresponde a 91,2% do total exportado no ano passado (US$ 1,26 bi). O gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Homero Scarso, comentou que o montante correspondentes aos 12 meses de 2015 poderá ser atingido com um mês de antecedência. “Os números mostram que o ano está sendo de reação do segmento industrial, o que provoca resultados na balança comercial. O crescimento das exportações é um bom indicativo, o que significa que se em novembro tivermos pouco mais de US$ 100 milhões de exportações, iremos alcançar o volume de 2015. E o melhor é que ainda teremos o mês de dezembro para concluirmos o ano com um resultado superior ao ano passado”, disse.

Ainda assim, isoladamente, o mês de outubro foi o segundo mais fraco para as exportações piracicabanas. No mês passado, a remessa de produtos ao exterior chegou a US$ 96 milhões, uma redução de 7,8% com relação ao registrado em setembro, que foi de US$ 104 milhões. O resultado do mês passado só não foi pior que o de janeiro, que fechou com US$ 67,7 milhões. Os produtos mais vendidos são niveladoras, barras de ferro, máquinas e aparelhos para colheita. A cidade também registra exportações de veículos para países do mercosul.

Entre os países que mais compraram mercadorias piracicabanas em outubro, os Estados Unidos lideram. As negociações somaram US$ 308 milhões no intervalo, o que corresponde a 26% de todo o volume exportado. Quanto ao futuro da parceria comercial com os EUA, Scarso considerou prematuro avaliar se a vitória de Donald Trump poderá representar risco para as exportações. “Não dá para saber se ele vai implementar mudanças na política comercial internacional. O que sabemos é que uma coisa é discurso de candidato e outra é de presidente eleito. A economia é globalizada e tudo que se faz de um lado pode gerar retaliações do outro. As relações têm que seguir um protocolo”, afirmou Scarso.

COMPRAS — As importações alcançaram patamar de US$ 104 milhões, uma queda de 14% em comparação a setembro, que acumulou US$ 122 milhões em importações. Entre os países de origem das mercadorias estão Coreia do Sul, com 40,7% do total e US$ 507 mi em transações, seguido por Estados Unidos (29,9%) e China (7,1%). Predominam entre os itens importados as partes e acessórios para veículos automotores e as partes destinadas a máquinas e equipamentos.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba