As datas para a liquidação dos tributos mais famosos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículo (IPVA) e o Imposto de Renda estão começando, mas os governos municipal, estadual e federal já arrecadaram R$ 19.399.846,00 dos piracicabanos entre o dia 1º de janeiro e o último sábado. No País, a arrecadação atingiu mais de R$ 100 bilhões, segundo o Impostômetro da Associação Comercial e Industrial de São Paulo (ACSP).
O montante arrecadado no município indica que, por dia, foram pagos R$ 1.385.703,28 em tributos. Analisando esse montante pelo número de habitantes da cidade, de 394.419, conforme estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada piracicabano já pagou R$ 3,51 por dia, ou R$ 49,14, nos primeiros dias do ano.
De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a marca de R$ 100 bilhões obtidos do total de taxas e contribuições pagas até o sábado, indica que a Economia ainda não está melhorando, porque esse valor, em 2016, foi arrecadado no mesmo dia.
“Os primeiros dados de 2017 mostram que a Economia continua em recessão, justificando plenamente um ciclo mais intenso da queda de juros, pois só assim será possível reativar a economia e, consequentemente, aumentar o nível da arrecadação”, diz Alencar Burti, presidente da entidade.
Os dados estão disponíveis no portal: www.impostometro.com.br O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade. No Estado de São Paulo, o Impostômetro registrou R$ 38.726.684.787,00. O valor representa 37,39% do total arrecadado em tributos no País.
O pagamento de tributos está presente em todas as mercadorias e serviços, além das taxas tributárias. O portal dá como exemplo o custo de um boné que tem em tributos 35,06%. O preço dele é R$ 49,99 com o imposto. Sem ele, o valor do acessório seria R$ 32,46.
Uma bicicleta, por exemplo, que custa R$ 299,99 com os 45,93% em tributos, sem o imposto custaria R$ 162,20. Um item que atualmente é indispensável é o celular. O valor do aparelho tem 42,69% em imposto. O valor sai para o consumidor a R$ 1.566,31. Se não tivesse todo esse imposto, o valor a ser pago era de R$ 897,65.
FONTE: Gazeta de Piracicaba