Pouco mais de uma hora e meia de chuva intensa e concentrada foram suficientes para que comércios fossem invadidos pelas águas, veículos arrastados, o TRI (Terminal Rodoviário Intermunicipal) alagado, além de outros transtornos em diversos pontos da cidade.
Segundo a Defesa Civil, o índice pluviométrico atingiu a marca de 42mm (milímetros) de precipitação, volume que corresponde a um terço de toda a chuva esperada para o mês de março.
Assim como em tempestades anteriores, houve diversos pontos de inundação na região central da cidade.
Na avenida Independência, em frente ao Teatro Municipal Dr. Losso Netto, houve alagamento, assim como na rua Gomes Carneiro, que passa atrás do Teatro Municipal, onde cinco carros boiaram e foram arrastados pelas águas.
De acordo com a CPFL Paulista, 15 mil consumidores tiveram o fornecimento de eletricidade interrompido por conta da chuva.
Mesmo com tantos problemas, não houve registro de feridos atendidos pelo Corpo de Bombeiros.
Além dos danos causados pela chuva, o vento também ocasionou estragos, com o registro de cinco quedas de árvores — algumas delas atingiram a fiação elétrica.
Os problemas levaram transtornos também a outros pontos da cidade.
Pontos de alagamento foram registrados na avenida Armando de Salles Oliveira e em quase toda a extensão da avenida 31 de Março, entre os bairros Higienópolis, Serra Verde e Pauliceia, bem como no Jardim América.
Ainda houve transbordamento do córrego Piracicamirim, na Vila Independência, além de alagamento na rotatória entre as avenidas Alidor Pecorari e Doutor Paulo de Moraes, próximo ao Centro Cívico (prefeitura), e em outras regiões da cidade.
Apesar dos problemas, segundo a Defesa Civil, não houve danos a patrimônios públicos ou particulares.
O secretário executivo da Defesa Civil, Odair Luis de Melo, destacou que a intensidade da chuva foi responsável pela formação dos pontos de alagamento.
“Em um curto espaço de tempo, pouco mais de uma hora, choveu um terço do que estava previsto para todo o mês. Isso sobrecarrega as galerias subterrâneas que, por não conseguirem dar vazão à água, transbordam e resultam nos pontos de inundação que pudemos observar. O problema é antigo e vai se repetir até que uma solução efetiva seja adotada”, disse.
De acordo com Melo, os cinco veículos arrastados na rua que fica atrás do Teatro Municipal poderia ser evitado se os condutores observassem a existência de placas indicando tratar-se de ponto sujeito a inundação.
“A Defesa Civil instalou os avisos ali, que devem ser seguidos pela população. Acontece que as pessoas pensam que, por estar calor e tempo bom, não vai chover. Mas quando vem a chuva, a água sobe muito rapidamente, sem dar tempo para retirada dos carros. Aí só resta contabilizar o prejuízo de ter um carro levado pela enchente”, afirmou.
Até o fechamento desta edição, milhares de consumidores aguardavam que o fornecimento de eletricidade fosse restabelecido pela CPFL Paulista. Por meio de nota, a concessionária informou que diversas equipes estavam trabalhando, de forma ininterrupta, para restabelecer o fornecimento no menor tempo possível.















