Os sindicatos envolvidos na greve geral de ontem (28) avaliaram positivamente o engajamento dos trabalhadores durante o ato.
A mobilização teve a participação de cerca de 30 categorias, que enviaram representantes ao protesto realizado na praça José Bonifácio e rua Governador Pedro de Toledo.
De acordo com José Antonio Fernandes Paiva, presidente do Sindban (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região), a categoria dos bancários concentrou o maior número de participantes na mobilização.
“Durante a sexta-feira, 35 das 54 agências da cidade ficaram fechadas ao público, com atendimento apenas nos caixas eletrônicos. Ficamos satisfeitos pois conseguimos sensibilizar a população que este não era um movimento partidário e nem de desocupados como alguns quiseram pensar. E com isso, estamos satisfeitos”, disse.
Paiva criticou o que chamou de ‘judicialização do ato’.
“Houve um equívoco em tratar a mobilização como caso de polícia. O problema é político. Em uma reunião realizada durante esta semana entre representantes de importantes entidades e as forças de segurança da cidade nasceu a ideia de acionar a justiça comum para derrubar a paralisação dos ônibus. Tenho certeza que esta ideia foi articulada neste encontro que teve como único objetivo inibir a manifestação dos trabalhadores”, disse.
O Sindprevi (Sindicato dos Servidores da Previdência Social) informou que, conforme o previsto, não houve atendimento ao público na agência do INSS de Piracicaba.
De acordo com o diretor sindical da categoria Mario Jorge Ferreira, os cerca de 20 funcionários da unidade paralisaram as atividades e passaram a manhã realizando panfletagem em frente ao prédio.
A exceção foram os médicos realizaram as perícias que estavam agendadas.
O líder sindical avaliou positivamente o ato.
“Ninguém melhor que os funcionários da Previdência para dizer que as mudanças que o governo pretende fazer são prejudiciais à população”, afirmou.
O presidente do Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) Francisco Pinto Filho, o Chico, afirmou te se surpreendido com a adesão popular.
“O destaque vai para a união dos trabalhadores e o fato de conseguirmos passar à população nossa ideia sobre o tamanho dos dados caso sejam aprovadas as reformas anunciadas pelo governo”, afirmou.
OPOSTO — Diferente dos demais sindicalistas que avaliaram positivamente o ato, José Valdir Sgrigneiro, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais considerou o movimento ‘esvaziado’.
“Infelizmente foi dada uma conotação equivocada à greve informando se tratar de um movimento do PT e da CUT, o que não é verdade. Mas por isso tivemos este esvaziamento. O balanço é positivo, mas devido a conotação política equivocada, fomos um pouco prejudicados”, afirmou.
FONTE: Jornal de Piracicaba















