O preço da gasolina e do óleo diesel tiveram nova redução nos postos, com queda de R$ 0,03 e R$ 0,04, respectivamente, nos últimos dias. A variação é decorrente de ação da Petrobras que, na quinta-feira passada, anunciou corte de 5,4% no preço da gasolina e de 3,5% no diesel que chegam às refinarias.
Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o custo médio da gasolina em Piracicaba passou de R$ 3,469 para R$ 3,425 entre os dias 20 e 27 de maio. Já o óleo diesel passou de R$ 2,962 para R$ 2,932 no mesmo período.
O diretor regional do Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Campinas e Região), Augusto Mafia, lembra que essas alterações feitas pela Petrobras seguem a nova política de preços adotada pela estatal em outubro do ano passado. Mensalmente, o Gemp (Grupo Executivo de Mercado e Preços) avalia o mercado e decide por manter, subir ou baixar os valores.
A redução feita pela Petrobras, no entanto, nem sempre chega ao consumidor da forma como ele espera, lembrou Mafia.
“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores”, relatou.
Mafia citou ainda que há uma série de fatores a ser considerada na definição de preço dos combustíveis, o que inclui impostos também. Segundo ele, com essa nova queda provocada pela Petrobras, o consumidor economizaria R$ 1,20 ao abastecer um tanque de 40 litros com gasolina.
Pelo fato da diminuição ter sido pequena, a maioria dos consumidores não notou a diferença nas bombas.
“Coloco combustível no meu carro, na minha moto e também no veículo da empresa em que trabalho. Encho o tanque às vezes, mas ainda não percebi economia”, afirmou o mecânico de manutenção Marcos Rogerio dos Santos, 44.
A dona de casa Elisangela de Matos Costa, 54, diz que costuma abastecer o carro aos poucos e, por isso, se a variação de preço é pequena, não nota diferença no bolso.
“Eu abasteço com a quantia de dinheiro que tenho e só quando precisamos, por isso estamos sempre andando na reserva. Então, não percebo essas reduções”, disse.
FONTE: Jornal de Piracicaba















