As exportações da indústria de Piracicaba cresceram 11,5% nos cinco primeiros meses do ano, se comparado ao mesmo período de 2016.
Na comparação direta entre os meses de maio deste ano com o de 2016, o avanço foi de 44%.
No acumulado do ano, a balança comercial da cidade fechou o mês com saldo positivo de US$ 10,4 milhões.
Os dados são do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
De janeiro a maio o montante exportado pelas indústrias da cidade atingiu a cifra de US$ 646,6 milhões, ante os US$ 579,4 milhões registrados no mesmo intervalo do ano passado.
Na comparação direta entre os meses de maio deste ano com o de 2016, as exportações partiram de US$ 112,7 milhões no ano passado e atingiram US$ 162,4 milhões em maio deste ano. Isoladamente, maio foi o mês mais forte de 2017 para as exportações piracicabanas, deixando para trás, pela ordem: janeiro (US$ 82,1 milhões); fevereiro (US$ 118,7 milhões; abril (US$ 131,2 milhões); e março (US$ 151 milhões).
Na comparação direta com o mês anterior, o desempenho das exportações em maio superou abril em 23,7%.
Nos cinco primeiros meses deste ano os principais destinos dos produtos produzidos em Piracicaba são os EUA, (30% do total), seguido pela Argentina (10%), Bélgica (5,3%), Canadá (5,17%) e Bolívia (4,3%).
Entre os produtos mais exportados estão pás-mecânicas, escavadoras, carregadoras; barras de aço não ligadas; compostos aminados e ceifeiras, que são máquinas para limpar e selecionar ovos ou frutas.
As importações por sua vez, registraram alta de 8,6% no acumulado de janeiro a maio.
Desembarcou em Piracicaba, proveniente de outras nações, um volume de mercadorias correspondente a US$ 636 milhões, enquanto que no período de janeiro a maio de 2016 as importações totalizaram US$ 585,5 milhões.
Se maio fechou como o melhor mês para as exportações das indústrias piracicabanas, o mesmo não se pode afirmar quanto as importações.
Maio teve o menor volume do ano e foi responsável pela negociação de US$ 107,8 milhões em mercadorias provenientes de outras nações. Neste quesito, os melhores meses do ano, são: março (US$ 151,1 milhões); fevereiro (US$ 127 milhões); janeiro (US$ 125,9 milhões); e abril (US$ 107,8 milhões).
A queda nas importações observadas abril e maio foi de 13%. Entre os principais países de origem das mercadorias importadas estão Coreia do Sul (46,4%), Estados Unidos (21,7%), China (7,9%), Chile (5,7%) e Paraguai (3,1%).
De acordo com Francisco Constantino Crocomo, economista coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), a evolução nos números de exportação e importação são importantes indicadores da retomada econômica.
“Devido à crise o mercado interno não supre a produção da indústria, por isso exportar se tornou uma solução muito interessante para as indústrias de Piracicaba”, afirmou.
Para Crocomo, o resultado disso pode ser observado com o avanço na remessa de produtos ao exterior.
“Some-se a isso o fato do município concentrar indústrias, principalmente no setor automobilístico e de maquinário agrícola que dependem, em sua produção, de peças originadas de outros países, o que, consequentemente, resulta no fomento das importações”, disse o economista.
FONTE: Jornal de Piracicaba















