De 1º de janeiro até hoje, o volume de impostos pagos diariamente pela população de Piracicaba supera a marca de R$ 1,1 milhão. Essa quantia é maior que a verificada até a mesma data de 2016, quando o montante diário arrecadado em tributos e taxas pelos piracicabanos era de R$ 995 mil. Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, e considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo em tributos, taxas e contribuições.
Neste ano, já são R$ 255 milhões em tributos, aumento de 11% em relação ao valor arrecadado no mesmo período de 2016 (R$ 230 milhões). No ano passado, o Impostômetro atingiu a marca atual somente em 14 de setembro — data que será alcançada dentro de 24 dias — o que indica que a arrecadação em 2017 acontece de forma mais acelerada. A média de impostos pagos na cidade é de R$ 639 por pessoa.
Para o economista Francisco Constantino Crocomo, coordenador do banco de dados socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), o aumento no volume de impostos pagos pelos contribuintes também pode ser analisado por um viés positivo, como o início da recuperação econômica. “Foi divulgado recentemente que uma grande empresa exportadora sediada em Piracicaba está contratando mão de obra e tem expectativa de aumento de produção. Esse é um exemplo das razões que levam ao crescimento nos impostos arrecadados pois, por mais que a exportação não gere impostos, o governo ganha de forma indireta”, afirmou.
Crocomo citou que a ‘sanha’ arrecadatória do governo é o que proporciona o avanço dos dados, ainda que as exportações não acarretem tributação. “Existem inúmeras frentes para que o governo amealhe recursos como, por exemplo, quando esta empresa realiza a compra de insumos. Há ainda os impostos advindos do pagamento do salário dos funcionários e, como sabemos, a ampliação no quadro de pessoal, além de resultar maior arrecadação de tributos oriundos da folha, também movimenta a economia, pois temos mais gente gastando e, consequentemente, sendo tributada”, disse.
Para ele, mais importante do que analisar o volume de impostos pagos pelo contribuinte, é preciso verificar a forma como estes recursos são utilizados pelos governantes em benefício ao cidadão. “Todos sabem que o governo faz muita coisa errada, porém, o volume de tributos que os brasileiros pagam em impostos está compatível com os demais países. Podemos verificar ao menos que a recuperação começou”, relatou Crocomo.
PROJEÇÃO — Estimativa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) aponta que até o fim do ano os piracicabanos pagarão, ao todo, R$ 406 milhões em impostos. O montante equivale a um acréscimo de R$ 37,6 milhões em face da arrecadação total de 2016 (R$ 368,4 milhões). O Impostômetro também aponta que em 2017, o brasileiro precisará trabalhar 153 dias no ano para pagar impostos.
FONTE: Jornal de Piracicaba














