Nos 12 primeiros dias do ano, o piracicabano já pagou R$ 17 milhões de impostos. Tomando como base a população local estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 394,4 mil habitantes, isto quer dizer que até a última sexta-feira (12), cada munícipe já desembolsou R$ 43,10 para o pagamento de diferentes taxas/tributos como Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto de Renda (IR), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e outros tantos. O dado é do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
“De acordo com os dados do Impostômetro da ACSP/Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), os piracicabanos já desembolsaram, desde o início desse ano, mais de R$ 17 milhões em impostos, taxas e contribuições. No mesmo período do ano passado, o valor arrecadado foi de R$ 16,3 milhões. Portanto, em 2018 o valor é 4,29% maior que em 2017”, compara Paulo Roberto Checoli, presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi).
O economista Francisco Crocomo, coordenador do Banco de Dados do Curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Gestão e Negócios da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), diz que “é importante mostrar o que o governo está arrecadando e a gente tem mesmo é que exigir o retorno social desse dinheiro”.
Para Crocomo, tão importante quanto a sociedade patrulhar o apetite tributário dos cofres públicos é exigir a reforma tributária. “O brasileiro precisa, definitivamente, saber como o dinheiro público é arrecadado e como ele é gasto, empregado. Hoje, infelizmente, o gasto dessa arrecadação é inadequado”, analisa.
Ainda sobre os dados do Impostômetro, Checoli parafraseia Alencar Burti, presidente da ACSP, e lembra que “o sinal amarelo está aceso”.
“A população, incluindo a classe empresarial, segue fazendo sua parte, pagando os altos impostos em dia, apesar da instabilidade político-econômica. Mas é preciso que a Administração Pública, sobretudo nas esferas estadual e nacional, reduza os gastos e faça uma gestão fiscal mais alinhada à realidade brasileira”, declara.
“Por outro lado, é preciso considerar também, mesmo que ainda muito tímida, a retomada do desenvolvimento e a geração de emprego e renda, fatores extremamente importantes para o povo brasileiro”, acrescenta.
Nacional
Logo depois, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo atingiu a marca de R$ 100 bilhões. O montante expressa o que o brasileiro já pagou nos primeiros dias de 2018. “Considerando que a população do País é estimada atualmente em 208.494.046 habitantes (segundo o IBGE), cada cidadão já desembolsou R$ 479,63 para alimentar os cofres públicos”, informa a ACSP.
“Pensando nessa arrecadação nacional, e tendo em vista a qualidade daquilo que retorna à sociedade em termos de Educação, Saúde e Segurança, pode-se dizer que é uma carga excessiva. Não é a maior tributação do mundo, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos. Mas a diferença é que lá fora o retorno é visível à sociedade”, afirma.
Comprar
De acordo com a ACSP, com R$ 100 bilhões que já repousam nos cofres da União é possível comprar 232.232.886 cestas básicas. Outras curiosidades: para transportar esse dinheiro em notas de R$ 100,00 seriam necessários 33 contêineres de 20 pés; com essa bolada você poderia receber 10 salários mínimos por mês durante 898.446 anos; aplicado na poupança, esse dinheiro renderia de juros R$ 587.333.171 por mês ou R$ 19.562.607 por dia.
Conscientização do cidadão
O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo é uma projeção criada com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária do País e incentivar a cobrança para que os governos ofereçam serviços públicos de qualidade. O painel do Impostômetro está instalado à rua Boa Vista, no Centro da Capital paulista.
No site, o placar digital monitora o total de tributos pago pelos brasileiros ao longo do ano. O dispositivo também exibe extratos regionalizados, por Estados e cidades. Os dados estão disponíveis no endereço eletrônico: www.impostometro.com.br.
FONTE: Gazeta de Piracicaba