O Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi), manifestou, ao secretário estadual do Trabalho, José Luiz Ribeiro, preocupação com a atual situação da gerência do Ministério do Trabalho na cidade, que pode fechar por falta de funcionários.
Ribeiro participou de encontro no Clube de Campo do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, onde falou sobre seu trabalho à frente da pasta ao longo de quase três anos e da importância do fortalecimento do movimento sindical na defesa dos trabalhadores.
O presidente do Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, falou que o convênio com a empresa terceirizada que fazia o serviço de recepção acabou e não há funcionários no Ministério do Trabalho para desempenhar esta função. Ele alertou para a possibilidade de que, nos próximos dias, o prédio deixe de passar por faxina, uma vez que também não deve ser renovado o contrato com a empresa que fornece funcionários para limpeza.
Esta situação foi levada ao Conespi pelo gerente do Ministério do Trabalho na cidade, Antenor Varolla. O secretário José Luiz Ribeiro se comprometeu, na próxima semana, a entregar pessoalmente, no Ministério do Trabalho, em Brasília (DF), documento do movimento sindical local relatando a situação do órgão na cidade, que atende pelo menos 26 municípios da região.
“Apesar de o País estar sem ministro do Trabalho, temos de unir as nossas forças e mostrar esta realidade, do contrário, a gerência do Ministério do Trabalho em Piracicaba corre o risco de fechar e os maiores prejudicados serão os trabalhadores”, disse Juca.
Na reunião, além de expor o trabalho que tem desenvolvido à frente da Secretaria Estadual do Trabalho, José Ribeiro agradeceu todo apoio recebido do Conespi e se colocou à disposição da entidade para continuar ajudando o movimento sindical de Piracicaba nas ações em defesa dos trabalhadores, principalmente com as medidas provocadas pela reforma trabalhista.
O secretário, que deixa a pasta em abril, para ser candidato a deputado federal, diz que o movimento sindical precisa se unir ainda mais e fazer do Conespi uma ferramenta importante de apoio aos sindicatos nas campanhas salariais, como os Sindicatos Patronais já contam, para que se possa igualar o poder de força dos trabalhadores.
Diversos dirigentes sindicais também falaram das ações que têm desenvolvido neste início do ano como forma de conscientizar e mobilizar os trabalhadores para o enfrentamento com as mudanças provocadas pela reforma trabalhista.
FONTE: Gazeta de Piracicaba