O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo atingiu R$ 1 trilhão, nesta segunda-feira (4), às 7h50. Essa é a quantidade de tributos federais, estaduais e municipais arrecadada desde o início do ano, no País. Em Piracicaba, o montante a ser desembolsado, entre janeiro e nesta segunda-feira, chegou a R$ 187,5 milhões, 11,3% a mais do que o valor alcançado na mesma data, no ano passado. Retomada da Economia e correção de alíquotas dos impostos estão entre os motivos do aumento da arrecadação em todo o Território Nacional.
Em 2017, a cidade alcançou a arrecadação de cerca de R$ 187 milhões entre os dias 18 e 19 de junho, ou seja, a tributação chegou o mesmo valor do ano passado com 14 dias de antecedência. Isso significa que os piracicabanos pagaram mais tributos, taxas e contribuições neste ano.
No dia 4 de junho de 2017, os impostos pagos somaram R$ 168,4 milhões. A diferença apurada no período, entre os dois anos, é de R$ 19,047 milhões. Ela foi avaliada como positiva pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), Paulo Roberto Checoli.
“Apesar de todos os problemas da crise econômica, a arrecadação maior neste ano, comparado ao mesmo período de 2017, indica que a retomada da economia está lenta, mas dentro da expectativa”, afirmou.
Para ele, esse crescimento em ritmo gradativo está dentro do previsto pelas dificuldades apresentadas pela crise. “Mas o crescimento dos tributos indicam que nestes cinco primeiros meses do ano, houve um pequeno crescimento. A Economia cresceu e isso positivo”, afirmou.
Outro motivo apontado pela ACSP para a evolução da arrecadação também ocorreu pelo aumento de alguns impostos que tiveram a alíquota reajustada. Em Piracicaba, um exemplo foi o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para este ano. Esse tributo foi reajustado em 5% (real) e corrigido em 1,95% (inflação).
Para Checoli, no final do mês passado, com a paralisação dos caminhoneiros, quando todos os setores da Economia foram também paralisados, alguns em 100% da atividade, houve uma interrupção na recuperação da retomada econômica, que deve reagir e se recuperar a partir dessa semana, recuperando, também, a arrecadação tributária.
Trilhão
No País, a ACSP informa que o valor em R$ 1 trilhão em impostos arrecadados está sendo alcançado cada vez mais cedo. Neste ano, o montante será atingido 12 dias antes do que ocorreu em 2017. “Em 2010, para se ter uma ideia, esse valor foi registrado em outubro”, informou a entidade.
Para Alencar Burti, presidente da ACSP, a antecipação na arrecadação evidencia que os governos têm recebido mais dinheiro dos contribuintes, em função da recuperação econômica e também do aumento de alíquotas, como foi o caso dos tributos que incidiam sobre os combustíveis. “Ainda que o governo possa perder a arrecadação do diesel, essa perda seria insignificante face ao tamanho do bolo tributário brasileiro”.
Segundo Burti, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a redução de Cide, PIS e Cofins sobre o diesel – medida que reduzirá a arrecadação – não é razão para que o governo tente compensar essa perda com elevação de outros tributos.
“O governo não pode jogar essa conta para a população, que já é muito onerada. Não podemos tirar do horizonte a necessidade de os governos melhorarem a gestão dos recursos e a qualidade dos serviços que oferecem à sociedade”.
Do valor de R$ 1 trilhão que a população terá desembolsado pago nesta segunda-feira, cerca de R$ 654,9 bilhões (66%) vão para o governo federal, R$ 280,8 bilhões para o tesouro estadual e R$ 64,1 bilhões (6%) para os cofres municipais, informou a ACSP, que ressaltou que a expectativa é de que no dia 31/12/2018 o Impostômetro alcance um número próximo de R$ 2,39 trilhões, valor superior ao registrado em 2017 (R$ 2,17 trilhões).
FONTE: Gazeta de Piracicaba















