Preço da cesta básica tem leve aumento

O preço médio da Cesta Básica de Piracicaba ICB – Esalq/Fealq, calculado pela Empresa Júnior de Economia e Administração (Ejea), aumentou 0,73% em relação ao mês anterior, passando de R$ 520,75 para R$ 524,57. A categoria Alimentos aumentou 0,43%, passando de R$ 410,00 para R$ 411,77. Na categoria Limpeza Doméstica, houve aumento de 0,58%, passando de R$ 55,57 para R$ 55,90.
A categoria Higiene também apresentou aumento, variando 3,10%, passando de R$ 55,18 para R$ 56,90. Os produtos com destaque nesta análise são a cebola, os ovos e a batata. O preço médio da cebola seguiu a tendência do mês de abril e apresentou uma grande alta no mês de maio, passando de R$ 3,54/quilo, em abril, para R$ 5,17/quilo, em maio, em um aumento de 45,8%.
O aumento do preço no início do mês de maio deve-se ao baixo volume disponível no mercado nacional, uma vez que a finalização da safra na Região Sul coincidiu com a baixa produtividade do início da safra na Região Nordeste. Além disso, a greve dos caminhoneiros causou diversos reflexos no mercado nacional, inclusive o desabastecimento da hortaliça nos Centros de Distribuição.
Dessa forma, muitos produtores, receosos sobre a situação das rodovias e preocupados com a chegada do produto ao mercado, atrasaram a colheita até que a situação se normalizasse. O preço médio dos ovos diminuiu 7,08%, passando de R$ 6,56 para R$ 6,09/quilo.
De acordo com os analistas do Cepea, com o anúncio da União Europeia indicando o descredenciamento de cerca de 20 frigoríficos brasileiros autorizados a enviar carne de frango aos países do bloco, agentes do setor de Avicultura de Corte passaram a descartar os ovos férteis que seriam alocados à produção de aves de corte, no intuito de equilibrar a atual sobre-oferta da proteína e de animais para abate.
Segundo agentes do setor, ovos galados têm menor vida útil que os comerciais e, por isso, são ofertados a preços inferiores, aumentando a disponibilidade do produto. Entretanto, com a greve dos caminhoneiros, o setor Avícola acabou sendo um dos mais prejudicados. Com o bloqueio das rodovias, não foi possível realizar o transporte de insumos, e a falta da ração acabou provocando o canibalismo entre os frangos.
Diante desse cenário, o ciclo produtivo poderá ser afetado por falta da coleta de ovos. A batata apresentou aumento de 5,44%, passando de R$ 2,87/quilo para R$ 3,02/quilo. Esse aumento é justificado pela greve dos caminhoneiros, que fez diminuir os estoques de batata em todo o Brasil.
Em uma situação de desabastecimento como essa, é normal que os preços se elevem por conta da lei da “oferta e demanda”: quando um produto está em pouca quantidade no mercado e muitos consumidores estão o procurando, os comerciantes elevam seu preço para que os consumidores paguem o valor máximo que estão dispostos a pagar no produto em falta.
Com isso, muitos outros produtos tem sofrido aumento de preços, principalmente aqueles cujos estoques são mais voláteis (caso dos hortifrutigranjeiros). Segundo a coordenação do índice IPC, formulado pela FGV IBRE, na próxima semana os preços começaram a se normalizar e voltarem à oscilação normal, logo, aconselha-se aos consumidores que comprem apenas o necessário desses produtos, evitando fazer estoque deles em casa.
No caso específico da batata, o principal fornecedor para o nosso estado é o Paraná e, segundo o Ceagesp, a rodovia Régis Bittencourt, que liga os dois Estados, concentrou grande parte dos protestos, diminuindo o escoamento da produção para as gôndolas paulistas. Além do Paraná, o Estado de Minas Gerais também fornece batatas para o estado de São Paulo, só que em menor quantidade, não conseguindo suprir toda a demanda do estado. Evolução do preço médio da batata nos últimos seis meses.
Salário mínimo
A relação entre o preço do ICB-Esalq/Fealq e o valor do salário mínimo também apresentou aumento, passando de 54,59% em abril para 54,99% em maio, aumentando 0,40%.
FONTE: Gazeta de Piracicaba