A evolução do emprego por setor da Economia aponta que a Indústria foi o que mais gerou vagas com carteira assinada em abril deste ano, em Piracicaba. O saldo é positivo em 236 postos de trabalho formais, com 1.110 contratações e 874 desligamentos, um crescimento de 0,65% referente ao mês anterior, março. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, que apontou um quadro positivo para a Economia da cidade, com a geração de 422 empregos, 0,36% superior a março.
Esse saldo é referente aos 4.341 contratados e 3.919 demitidos de todos os setores: Extrativo Mineral; Indústria de Transformação, Serviços Industriais, Construção Civil, Comércio, Serviços, Administração Pública e Agropecuária. De todos eles, apenas o Comércio teve resultado negativo, com 1.145 contratações e 1.248 desligamentos, uma retração de 103 postos.
No mês de abril o setor de Serviços foi o que mais contratou pessoal, foram 1.586 admissões. No entanto, demitiu 1.439, ficando um saldo positivo de 147 – menor que os 236 da Indústria – e superior ao da Construção Civil, com 60 postos (350 contratações e 290 desligamentos), Agropecuária, com mais 72 vagas (103 admissões e 31 demissões), a Extrativa Mineral com duas vagas criadas sem nenhuma demissão.
A Administração Pública teve saldo de oito vagas (contratou 29 pessoas e demitiu 21) e os serviços industriais desligou a mesma quantidade que admitiu: 16. O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Metal-Mecânica de Piracicaba e Região (Simespi), Roberto Chamma, afirmou que a Indústria retomou o crescimento gradativo neste ano, já com a expectativa de estabilidade da Economia que começou no ano passado.
“Temos o Setor Automobilístico que voltou a vender ao consumidor, que já percebeu que não vai perder o emprego e adquire seu automóvel e isso movimenta toda a cadeia da Indústria da Transformação. Outras empresas que voltaram a ter bons resultados, ainda que mais tímidos, são as de ônibus e caminhões e ainda temos os investimentos recomeçando”, disse.
Automação industrial
O presidente lembrou que as Indústrias estavam com, no mínimo, 30% de ociosidade na produção. “Com a confiança proporcionada pelo governo, os funcionários que foram demitidos, desde 2014, começam a ser recontratados”, comentou. Chamma também afirmou que apesar da Indústria ainda manter bons os índices do emprego, a tendência é o crescimento do Setor de Serviços e a redução dos postos nas fábricas.
“A Indústria estará cada vez mais automatizada. Se antes a Administração tinha 25% dos colaboradores e a produção 75%, hoje em dia a proporção é 50% para os dois setores. Com isso, haverá demanda cada vez maior para a Administração e para profissionais altamente qualificados para lidar com as novas máquinas, equipamentos e sistemas produtivos. As áreas de Inovação, como as startups, por exemplo, terão cada vez mais mercado no Setor industrial, na prestação de Serviços”, afirmou.
1.202 empregos novos
As informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, demonstram que, de janeiro a abril, Piracicaba mantém positiva a geração de vagas formais, com 1.202 empregos novos com carteira assinada. No quadrimestre, foram 16.254 pessoas contratadas e 15.052 demitidas, uma variação de 1,04% com relação ao período anterior.
O economista Francisco Constantino Crocomo, pesquisador da Universidade Metodista de Piracicaba (EEP), Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (Fatep) e da Escola de Engenharia de Piracicaba (EEP/Fumep), ressaltou que em 2019, o crescimento mantido na casa do 1% acompanha a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do País.
“Estamos crescendo quase no mesmo ritmo de 2018. Não houve piora da Economia, mas uma evolução mínima que indica que, a recuperação lenta e gradual iniciada no ano passado, continua”, comentou.
O País ainda tem cerca de 14 milhões de desempregados e, conforme o economista, ainda há muitos em trabalho informal, o que também contribui para elevar as contratações dos serviços. “As pessoas buscam abrir o próprio negócio”, disse. Além do mercado interno, o Setor Industrial ainda tem a Exportação, que foi mantida, mas não há uma tendência de recuperação maior no curto prazo, porque também depende das Reformas que estão para ser aprovadas”, disse.
FONTE: Gazeta de Piracicaba















