Metalúrgicos de Piracicaba e região protestam contra a reforma da Previdência, contra os cortes na educação e por mais empregos

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14 de junho, é o dia intitulado pelos movimentos sindicais (Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central dos Sindicatos Brasileiros e Nova Central), para protestar contra a reforma da Previdência Social, contra os cortes na educação e por mais empregos. As ações ocorrem em todo o país.

Em Piracicaba, o Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), juntamente com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), realizou nesta manhã, um movimento em frente ao TCI (Terminal Central de Integração). O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e região, esteve presente participando desta grande mobilização nacional.

“Temos que mostrar a nossa força, não podemos deixar o governo acabar com a aposentadoria e com a educação. Quem faz o país crescer, é o trabalhador. Temos que continuar conscientizando a sociedade, os trabalhadores nas portas das empresas, para mantermos os nossos direitos conquistados”, disse Wagner da Silveira, Juca, presidente do Sindicato e do Conespi.

A reforma da Previdência Social pretendida pelo governo propõe uma idade mínima para a aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres; acaba com o tempo de contribuição, o trabalhador deverá comprovar 40 anos de contribuição para receber uma aposentadoria igual à média dos salários (registrados em carteira e sem interrupção). O tempo mínimo para aposentar-se será de 20 anos para receber apenas 60% da média dos salários; professores terão que atingir, a idade mínima de 60 anos e 30 anos de contribuição previdenciária; além disto benefício como BPC, pensões por morte e invalidez terão alterações no valor; os trabalhadores rurais perderão a legislação especial que os protege. Serão exigidos 20 anos de contribuição e 60 anos de idade (homens e mulheres); dentre outros.

Segundo Renata Aguiar Sousa, presidente do Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação e Trabalhadores na Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Piracicaba e Região), “todo mundo irá perder com esta reforma, o idoso, a mulher, os professores, o desempregado. Não podemos esperar a reforma ser aprovada para depois protestar”, comentou.