Preço da cesta básica sobe 14% no primeiro semestre deste ano em Piracicaba, diz Esalq-USP

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Uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) aponta que o preço da cesta básica subiu 14% no primeiro semestre deste ano em Piracicaba (SP). A cebola e a batata lideram o aumento. Alta afeta principalmente consumidores de baixa renda, segundo especialista.

Os dados da pesquisa mostram o preço da cebola mais que dobrou nos últimos seis meses na cidade, sendo o item da cesta básica que mais subiu no período. Nos supermercados, consumidores já sentem o reflexo no bolso.

“Vai diminuindo a quantidade, porque não dá pra ficar sem, mas também o preço aumentou bastante”, comenta a recepcionista, Thais Sanjuan.

Em seguida, a batata aparece com 93% de aumento. Em junho, o valor médio do tubérculo estava em R$ 5,67 o quilo. O feijão também surpreendeu muitos consumidores, com alta de 46,32% desde o início do ano até junho.

A pesquisa da Esalq aponta ainda o aumento por categoria da cesta básica, que inclui ainda itens de higiene e limpeza.

Considerando todos os itens de alimentação pesquisados pela instituição, a alta foi de 15,37% no período e foi o setor que mais contribuiu para o aumento geral do valor da cesta básica no período.

Aumenta afeta principalmente consumidores de baixa renda

A pesquisa mostra que a cesta básica começou o ano custando R$ 542 e fechou o mês de junho em R$ 618. O professor de economia da Faculdade Pecege, Haroldo Torres, considera preocupante esse balanço, principalmente para quem tem renda mais baixa.

“Na média, as famílias brasileiras comprometem 25% do seu orçamento com gastos pra alimentação e bebidas. Por outro lado, as famílias mais pobres comprometem uma parcela muito mais expressiva justamente com alimentação e bebidas.”

“Portanto, o aumento vai impactar principalmente as famílias mais pobres, mostrando que elas terão uma perda de poder de renda, de compra”, conclui.

Ele explica que os preços dos alimentos mudam muito, porque dependem do clima, quantidade, preço de insumos. Por isso, não é possível dar uma previsão para os próximos meses e a dica é mesmo comparar antes de comprar. “Principalmente olhando pra promoções ou até mesmo substitutos.”

FONTE:G1 Piracicaba