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O pagamento do 13º salário aos trabalhadores locais injetará cerca de R$ 400,4 milhões na economia de Piracicaba.

Os números levam em conta os funcionários públicos e privados da indústria, comércio e setor de serviços formais em atividade no município.

A projeção foi feita pelo Banco de Dados Socioeconômicos do curso de ciências econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) a pedido doJornal de Piracicaba.

A estimativa considerou um universo de pouco mais de 135 mil trabalhadores piracicabanos, com uma média salarial de R$ 2.675,81, números divulgados pela Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e ajustados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego.

Na primeira parcela, devem ser movimentados cerca de R$ 180,8 milhões, descontados o pagamento dos aposentados, que já foi feito em agosto e não está incluso na projeção.

Já na segunda parcela, serão injetados aproximadamente mais R$ 219,6 milhões, considerando todos os trabalhadores formais e mais os pensionistas e aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

“Esse montante é muito bem-vindo, especialmente pelo fato de ser utilizado, em grande parte, para as compras de final de ano. A atividade de comércio depende destas datas para realizar vendas e, dessa forma, garantir emprego para grande parte dos trabalhadores, gerando inclusive postos de trabalho temporários”, afirmou o economista coordenador do banco de dados, Francisco Constantino Crocomo.

Ele destacou que, mesmo que uma parcela desses recursos seja utilizada fora da cidade, também há muito recurso extra que chega ao município, uma vez que a cidade é referência para toda a região, o que acaba equalizando os valores.

Crocomo reforçou que os cidadãos devem ser cuidadosos na hora de utilizar esse abono natalino, fazendo um uso racional dos valores e, sobretudo, evitando contrair novas dívidas. “Antes de tudo, o trabalhador deve quitar suas dívidas e, nos casos de possibilidade real de efetuar compras no final de ano, é sempre bom lembrar de alguns cuidados como identificar os preços à vista e, quando a opção for pela compra parcelada, evitar muitas prestações”, informou.

Outras orientações do economista são evitar ao máximo o uso do cheque especial e tomar cuidados com a utilização dos cartões de crédito, pagando sempre o valor total do vencimento. Ele lembrou que, após as festas natalinas, o começo de ano sempre tem gastos mais pesados, com uma série de encargos como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor), matrícula e material escolar, entre outros débitos.

Para quem vai receber o 13º salário, o momento é de muitos planos e de colocar “a casa em dia”. A gerente Eloísa Bernardes já faz as contas da utilização dos recursos extras. Ela disse que sempre prefere guardar uma parcela do abono natalino, mas também utiliza uma parte para compra de presentes e gastos de fim de ano.

“Muita gente aproveita o décimo terceiro para pagar contas, mas eu sempre opto por guardar para viajar, porque tiro férias em fevereiro e uso esse recurso. É uma prioridade para mim, mais do que comprar presentes, mas, no fim, a gente sempre acaba usando um pouco aqui e ali devido ao final de ano. Assim como para todo o trabalhador, é um dinheiro extra muito bem-vindo e esperado”, disse.

BENEFÍCIO — De forma geral, segundo a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a primeira parcela do 13º corresponde à metade do salário do trabalhador, calculada de forma proporcional ao tempo de serviço, sem incidência de descontos tributários.

Já na segunda parcela incidem os descontos previdenciários e também o IR (Imposto de Renda).

FONTE: Jornal de Piracicaba