crise

A crise hídrica pode acarretar problemas no fornecimento de energia durante o verão, quando há forte aumento de consumo de eletricidade.

Assim como a população tem reduzido o consumo de água, novos hábitos também podem ser adotados para economizar energia.

A produção de energia para os meses de janeiro e fevereiro — de alto consumo — depende da elevação do nível dos reservatórios de água da usinas hidrelétricas.

Como as chuvas estão escassas neste ano, existe a possibilidade de cortes no fornecimento de energia para manter os reservatórios em nível seguro e evitar apagões no horário de pico.

“A crise hídrica está totalmente associada ao consumo de energia. Se estamos reduzindo consumo de água, podemos fazer o mesmo com a energia”, afirmou o coordenador do curso de Mecatrônica do Cotip (Colégio Técnico de Piracicaba), Marcos Joel Leite.

Segundo ele, os dois principais vilões do consumo de energia são chuveiro e ar condicionado.

“O ideal é tomar banho em seis, até oito minutos, e usar ar condicionado de forma moderada. Ventilador consume bem menos energia”, disse.

O uso do chuveiro no “modo verão” ajuda a reduzir o consumo nos dias quentes.

No entanto, por outro lado, aumenta o uso de ar condicionado, elevando esse consumo.

“O problema é dormir com o ar condicionado. São muitas horas ligado”, afirmou.

A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) estima que os custos com o ar condicionado podem chegar a 30% do valor da conta.

Outro vilão do consumo é o freezer.

Já as atuais geladeiras, segundo Leite, são bem econômicas.

Máquina de lavar e ferro de passar roupa também consomem muita energia e não devem ser usado diariamente.

“A dica é acumular roupa para lavar e passar”, informou.

TV LIGADA — É comum nas residências, vários cômodos da casa terem uma TV e todas ficarem ligadas simultaneamente.

De acordo com Leite, o consumo das TVs é considerado baixo, mas hábitos como não dormir com o aparelho ligado e desligá-lo quando ninguém estiver assistindo são importantes.

Leite também lembra que as lâmpadas fluorescentes compactas são mais econômicas.

Fonte: Jornal de Piracicaba