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A taxa de mortalidade infantil em Piracicaba diminuiu pelo terceiro ano consecutivo. Segundo levantamento da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), divulgado na última quarta-feira (10/12), em 2013 a taxa foi de 10,46.

Já a região de Piracicaba alcançou o índice de 8,9, considerado o melhor do Estado.

O desempenho positivo no ranking de mortalidade infantil mostra que a esperança de vida ao nascer está crescendo nas cidades que compõem a região.

A região de Piracicaba — composta por 26 cidades —, está a frente das regiões de Campinas (9,5) e de São José do Rio Preto (9,6), segunda e terceira colocadas no ranking.

O índice de um dígito, ou seja, menor de 10, é a meta de todos os municípios. “A região de Piracicaba alcançou o melhor índice do Estado e um dos menores do País”, informou o analista de dados da Fundação Seade, Antonio Benedito Marangone.

A taxa de mortalidade infantil é calculada com base no número de óbitos de crianças menores de um ano. Em Piracicaba, o índice passou de 11,46 (2011) para 11,38 (2012) e agora 10,46 (2013).

Metade das mortes ocorrem no período neonatal, ou seja, quando o bebê tem menos de 28 dias. Os outros óbitos (32,7%) são de bebês que têm entre 28 dias e menos de um ano.

“A maioria dos casos de mortalidade infantil se concentra na primeira semana de vida do bebê. 65% dos óbitos são causados por problemas no parto ou prénatal e 18% por mauformação do feto”, relatou Marangone.

O coordenador do programa Saúde da Criança, que integra o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil em Piracicaba, o médico Rogério Antonio Tuon, afirmou que a maioria das mortes de recém-nascidos pode ser evitada.

“60 a 70% das mortes ocorrem com bebês prematuros. Eles nascem antes do tempo certo e apresentam complicações de saúde, o que pode levar ao óbito. Essas complicações podem ser evitadas com um acompanhamento correto da gravidez”, disse.

Segundo o gestor da UTI Neonatal da Unimed, o médico Marco Aurélio Carvalho, a prematuridade está totalmente relacionada ao pré-natal. “Se a grávida tem um diagnóstico de problemas de saúde, o acompanhamento da gravidez será diferenciado. Prefeitura e hospitais vêm trabalhando para dar um melhor atendimento no prénatal a fim de evitar que bebês nasçam prematuros e acabem vindo a óbito”, afirmou.

Os bebês prematuros de Piracicaba e região ficam internados nas UTIs Neonatais da Santa Casa, Hospital dos Fornecedores de Cana e Unimed. “As três UTIs atendem a atual demanda”, disse.

REDE DE ATENÇÃO — Para Tuon, o desafio para chegar a uma taxa menor de mortalidade é fortalecer a rede de atenção composta por UBSs (Unidades Básicas de Saúde), serviço de especialidade e hospitais.

“Se essa rede funcionar bem, uma gravidez de risco será identificada no início para que o pré-natal seja adequado. O cuidado correto da gestante evita que bebês nasçam prematuros”, afirmou.

Desde 2005, a Secretaria Municipal da Saúde está intensificando o monitoramento de gravidez de risco e atualmente conta com um serviço telefônico de acompanhamento da gestante.

A gravidez de risco pode ocorrer em casos quando a mulher apresenta problemas de saúde, como diabetes, pressão alta e infecção urinária, pelo uso de álcool e drogas durante a gestação ou devido a idade da grávida, acima de 35 anos ou adolescente.

FONTE: Jornal de Piracicaba