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Garrafas, copos plásticos e embalagens de produtos de limpeza são alguns itens encontrados nas margens do rio Piracicaba, no trecho que passa pela avenida Beira Rio e Rua do Porto.

O acúmulo de lixo fica ainda mais evidente após o fim de semana, quando o fluxo de visitantes passeando pelas vias é intenso.

Em outro trecho do rio, próximo à ponte do Anel Viário, um ‘tapete’ de lixo se formou, com pneus e mais dezenas garrafas.

Para o autônomo Rodrigo de Camargo, 31, a falta de lixeiras na Rua do Porto é apenas uma das causas do problema.

“São muitos comércios vendendo bebidas, muitas pessoas consumindo e poucas lixeiras para descarte. A empresa responsável pela limpeza não dá conta. Mas, mais do que isso, acho que falta educação e conscientização por parte dos turistas e comerciantes.”

Camargo afirmou que a situação se repete todo começo de ano.

“Sempre foi assim. Eu moro de frente para o rio desde quando nasci e a história se repete desde então. Na alta temporada, o rio fica imundo e são meses desse jeito sem ninguém fazer nada.”

O ajudante geral Luiz Henrique Anjoleto, 32, disse que o rio é o símbolo da cidade e deveria ser melhor tratado tanto pela população quando pelo poder público.

“A cidade existe por causa do rio, ele é a nossa principal atração e é ruim presenciar diariamente o que estão fazendo com ele”, afirmou.

O funcionário público Dorival Grisotto, 62, contou que toda segunda e terça vai até a Rua do Porto ver a quantidade de lixo deixada para trás.

“Fico com dó de ver os peixes no meio de tanta sujeira. E o mais impressionante é que, se você olhar nas lixeiras, vai perceber que estão vazias; o povo gosta é de jogar as coisas no chão e na beira do rio.”

Para Grisotto, a população deveria se unir e fazer um arrastão para recolher a sujeira.

“Apesar de não ser a solução ideal, acho que resolveria durante um tempo”, disse.

Ajudante geral, Diogo Deoclécio da Silva, 25, acha que a população já se acostumou a jogar lixo na beira do rio e não se preocupa com as consequências futuras do ato.

“Ninguém pensa que isso pode causar um problema imenso para o rio no futuro. A maioria das pessoas vive o presente e acha mais fácil jogar o lixo ali mesmo, seja no chão ou na beira do rio. É triste, mas é a realidade atual e não sei se as pessoas tem inteligência suficiente para fazer diferente.”