A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, o que permite o fim da escala 6×1, que é seis dias de trabalho para um de folga.

O fim da escala 6×1 é visto como uma necessidade urgente para garantir mais dignidade, saúde e qualidade de vida aos trabalhadores e trabalhadoras. Não é aceitável que, em pleno 2026, milhares de profissionais ainda convivam com jornadas exaustivas, tendo apenas um único dia de descanso para recuperar o corpo e a mente após uma semana intensa de trabalho.

A rotina da escala 6×1 reduz o tempo de convivência em família, dificulta o acesso ao lazer, aos estudos e aos cuidados com a própria saúde. O trabalhador metalúrgico enfrenta diariamente atividades de grande desgaste físico e mental. É preciso reconhecer que produtividade não pode estar acima da vida humana.

Defender o fim da escala 6×1 não significa ser contra o desenvolvimento das empresas ou da indústria, pelo contrário, trabalhadores valorizados, descansados e motivados produzem mais, adoecem menos e contribuem para ambientes de trabalho mais seguros e eficientes. O avanço das relações de trabalho precisa acompanhar a evolução da sociedade.

O movimento sindical tem o dever de liderar esse debate e lutar por modelos de jornada mais humanos, equilibrados e compatíveis com a realidade atual. A redução da jornada e a ampliação do descanso semanal representam respeito, valorização profissional e justiça social.

Agora, o momento é aguardar a votação no Senado Federal, já que o texto final precisa ser aprovado pelas duas casas para ser promulgado.

 

Seguiremos firmes na defesa dos direitos da categoria metalúrgica, buscando condições de trabalho mais dignas e construindo um futuro onde o trabalhador tenha tempo não apenas para produzir, mas também para viver.