Cerca de 70 professores do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio de Piracicaba receberam capacitação sobre o combate à tuberculose na manhã desta terça-feira (24/03).

A ação foi coordenada por profissionais do Centro de Vigilância Epidemiológica do município.

A ideia é que o assunto seja discutido em sala de aula e que os estudantes levem o conhecimento sobre a doença para casa, contribuindo para diminuição do preconceito que existe em relação à tuberculose.

O projeto, denominado Driblando a Tuberculose, propõe que os professores trabalhem o tema em sala de aula, e incentivem o registro fotográfico e a gravação de vídeos das ações desenvolvidas pelos alunos, para posteriormente, divulgar o resultado para o restante da escola e da comunidade através de painel de fotos ou banners.

Além disso, os professores deverão lançar um concurso de logotipo e slogan nas escolas sobre o tema proposto.

Os alunos vencedores serão premiados no segundo semestre do ano, durante o 2º Simpósio sobre Tuberculose, que deve acontecer em 18 de agosto no Anfiteatro da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

A capacitação aconteceu no Anfiteatro da Diretoria Regional de Ensino e contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Pedro Mello, do dirigente regional de ensino, Fábio Negreiros, da diretora do Grupo de Vigilância Epidemiológica Regional, Gláucia Perecin, e do coordenador das ações de controle da tuberculose em Piracicaba, Eduardo Rebeis (foto).

A atividade aconteceu na manhã de terça-feira (24/03) em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

Durante a capacitação, Rebeis afirmou que desde 2001, Piracicaba registra em média 160 novos casos da doença por ano, ou seja, são 45 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes.

O índice está dentro da média brasileira, mas acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que quer chegar a dez casos da doença para cada 100 mil habitantes até 2035.

O coordenador também informou os professores sobre os sintomas, transmissão, tratamento e prevenção da doença.

“O mais importante é ressaltar que o bacilo da tuberculose é difícil de matar completamente. Se você começa o tratamento e interrompe no meio, o bacilo vai criando mutações mais resistentes. O médico acaba tendo que mudar os antimicrobianos, o tratamento fica mais demorado e muito mais difícil”, disse.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

A doença pode atingir qualquer pessoa, independente de raça, sexo ou condição social, porém está diretamente associada a situações de vulnerabilidade social, afetando pessoas que moram em lugares com más condições de saneamento básico, como presidiários e moradores de rua.

Devido ao sistema imunológico mais frágil, idosos, crianças e pessoas com o HIV também têm maior facilidade de contrair a doença.

 

FONTE: Jornal de Piracicaba